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Desemprego nos EUA em junho é o mais alto em mais de 25 anos

Arquivo Geral

02/07/2009 0h00

A economia dos Estados Unidos teve em junho uma perda de 467 mil postos de trabalho, store o que elevou a taxa de desemprego no país para 9, dosage 5%, o nível mais alto em mais de 25 anos, informou hoje o Governo americano.

A última vez em que o país tinha tido uma percentagem tão grande de pessoas sem emprego foi em agosto de 1983.

O relatório “mostra a gravidade do problema econômico que este Governo herdou e ilustra as necessidades urgentes das famílias trabalhadoras”, disse a secretária de Trabalho dos EUA, Hilda Solis.

Solis lembrou que, no começo da Administração do presidente americano, Barack Obama, em janeiro passado, “a economia perdia cerca de 700 mil empregos por mês”.

“Na medida em que as políticas do Governo criam raízes, há sinais de que a economia está recuperando seu vigor. A confiança dos consumidores está aumentando e os mercados financeiro e imobiliário estão se estabilizando”.

O ritmo de perda de postos de trabalho vinha diminuindo desde janeiro, quando alcançou 741 mil. Em maio, foi registrada uma diminuição de 322 mil empregos e, por isso, a previsão feita por analistas para junho era de que esse número ficasse na casa dos 350 mil.

Agora, Washington e os analistas do setor privado esperam que o índice de desemprego continue aumentando no resto do ano, à medida que diminui o impacto do estímulo econômico de US$ 787 bilhões administrado desde fevereiro pelo Governo Obama.

Outro relatório do Departamento de Trabalho mostrou que, na semana passada, diminuiu em 16 mil o número de pedidos de seguro-desemprego, cujo total foi de 614 mil, muito perto do esperado pelos analistas.

Na semana que terminou no dia 20 de junho, houve uma queda de 53 mil pessoas no número de beneficiados pelo subsídio, que somavam 6,7 milhões.

Na média de quatro semanas, que é um indicador menos volátil, o número de pessoas amparadas pelo seguro-desemprego caiu em 13.750 e ficou em 6,75 milhões.

O número semanal de solicitações do seguro-desemprego mostra o ritmo de perdas de empregos, e a quantidade de pessoas que permanecem no programa evidencia as dificuldades de encontrar um emprego novo.

Ainda segundo o Departamento de Trabalho, os pedidos de bens às fábricas dos EUA aumentaram 1,2% em maio como resultado de um crescimento substancial nas encomendas de equipamentos de transporte.

Diversos indicadores sugerem que a recessão econômica que começou em dezembro de 2007 chegou a seu ponto final e pode haver um princípio de recuperação em diversos setores, mas os analistas acham que ela não terá muito impacto sobre a geração de empregos neste momento.

Isso se deve, em parte, às enormes despesas do Governo americano com o sustento do sistema financeiro, da indústria do automóvel e do ramo imobiliário, que por enquanto evitou um colapso maior, mas não contribui para a criação de empregos.

Desde que começou a recessão, a maior economia do mundo perdeu mais de 6,5 milhões de postos de trabalho, o maior número desde o fim da Segunda Guerra Mundial em 1945.

Segundo o Departamento de Trabalho americano, a indústria do país perdeu 156 mil postos de trabalho em maio. Em junho, a perda foi de 136 mil empregos, sendo 26.500 no setor automotivo.

Na construção civil, onde em maio houve 48 mil empregos a menos, a perda em junho foi maior: 79 mil postos de trabalho, mesmo com a chegada do verão nos EUA, estação na qual, em tempos econômicos normais, as atividades do setor ganham força.

O ramo de serviços enfrentou a perda de 244 mil empregos em junho, contra 107 mil no mês anterior.

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