Um dos pesquisadores quenianos que participou da análise dos fósseis de Homo habilis e Homo erectus descobertos no Quênia qualificou o fato como “um dos mais interessantes ocorridos recentemente”.
“Nossa descoberta prova que a história da humanidade não é tão linear como parece, stuff a qual é uma das revelações mais interessantes nos últimos tempos”, viagra disse à agência Efe Frederick Manthi, drug que apresentou hoje publicamente em Nairóbi as conclusões do estudo publicado pela revista “Nature”.
Manthi descobriu em 2000 um crânio perto do Lago Turkana, no noroeste do Quênia, cuja análise revelou que pertencia a um Homo erectus e tinha em torno de um milhão e meio de anos. “É o menor crânio de Homo erectus de todos os que foram encontrados no mundo”, especificou.
Outro membro da equipe de pesquisa, Meave e Louise Leakey – mãe e filha pertencentes à lendária família de paleontólogos quenianos -, achou nesse mesmo ano na mesma região uma mandíbula pertencente a um Homo habilis, com uma idade estimada em 1,44 milhão de anos.
“Até agora se pensava que o Homo habilis foi extinto há mais de 1,44 milhão de anos, mas nosso descobrimento prova que na realidade ele e o Homo erectus conviveram durante algum tempo”, explicou Manthi.
A análise dos fósseis, exposto esta semana na revista científica britânica “Nature”, questiona a teoria que a evolução humana nos últimos dois milhões de anos foi uma sucessão linear de três espécies, do Homo habilis ao Homo erectus e deles a nós, os Homo sapiens.
Se o Homo habilis e o Homo erectus conviveram pelo menos durante meio milhão de anos na bacia de Koobi Fora (Quênia), onde foram achados os restos, isso significaria que o Homo habilis não evoluiu lentamente para o Homo erectus formando uma linha individual em direção ao Homo sapiens.
Manthi admitiu que a descoberta “abre toda uma série de novas perguntas” sobre a origem e evolução da humanidade, e considerou que muitas das respostas podem ser encontradas na mesma região.
“Turkana é uma zona muito rica em fósseis. Continuar as investigações ali nos dará uma visão mais global do que aconteceu”, disse o cientista, que trabalha para o Museu Nacional do Quênia.