O descobrimento em uma embarcação alemã para o transporte de contêineres de munição de origem iraniana conduziu a um conflito diplomático entre Irã, Estados Unidos e Alemanha, informa o semanário “Der Spiegel” em sua próxima edição.
Acrescenta que há dois fins de semanas dois navios de guerra americanos obrigaram ao cargueiro alemão “Hansa Índia”, da empresa Leonhardt & Blumberg, a parar no Canal de Suez para seu registro após ser alertados pelos serviços secretos dos EUA.
Quando os militares norte-americanos abordaram a embarcação de 243 metros de comprimento descobriram em sete contêineres uma carga de munições de 7,62 milímetros como as que se usam nos fuzis Kalashnikov.
A revista assegura que as forças de segurança americanas consideram que a carga procedente do Irã tinha como destino Síria para abastecer ao Exército local ou à milícia xiita libanesa Hisbolá.
A própria empresa informou que a embarcação está alugado há anos à empresa estatal iraniana Islamic Republic of Irã Shipping Lines.
O Governo americano argumentou a abordagem da embarcação pela resolução 1.747 das Nações Unidas, que proíbe toda provisão de armas ou material suscetível de se transformar em armas procedente do Irã.
“Der Spiegel” assinala que o caso ocupa a vários ministérios alemães e é considerado uma “questão comprometida” por diplomatas alemães.
Finalmente revela que, após a intervenção do Governo de Berlim, os EUA permitiu à embarcação continuar viagem a Malta, onde descarregou a carga de armas e entregou às autoridades locais, enquanto continuou viagem à Alemanha, onde é esperada na próxima semana.