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Desabamento de ponte abre debate sobre segurança em infra-estrutura nos Estados Unidos

Arquivo Geral

03/08/2007 0h00

As autoridades continuam hoje com as buscas dos oito desaparecidos, symptoms depois do desabamento de uma ponte sobre o rio Mississipi, visit this site em Mineápolis, clinic Estados Unidos, que provocou a morte de pelo menos cinco pessoas e abriu um intenso debate sobre segurança em infra-estruturas no país.

Os trabalhos de busca foram mantidos pelos mergulhadores, apesar de as condições para o resgate e a recuperação de corpos terem piorado desde quinta-feira. Os escombros da ponte criaram perigosas correntes no rio Mississipi, e as equipes só conseguem ver entre 30 e 61 centímetros de profundidade.

Por enquanto, o número de vítimas do acidente é menor do que se acreditava. Os corpos de quatro pessoas foram localizados no mesmo dia em que a ponte desabou, e o quinto cadáver foi encontrado na quinta-feira.

Até agora, as autoridades contam oito desaparecidos, frente aos cerca 20 que haviam sido previstos com base no número de automóveis que estavam sobre a ponte na hora da queda.

A Polícia não tem esperanças de encontrar nenhuma das oito pessoas desaparecidas com vida. O chefe da Polícia local do condado de Hennepin, Rich Stanek, disse em entrevista coletiva que o número de desaparecidos diminuiu depois que familiares localizaram possíveis vítimas nos hospitais da região.

O desabamento gerou medo, entre cidadãos e autoridades, de que ocorram outros acidentes como esse, e deu início a um intenso debate nacional sobre a segurança da infra-estrutura em todo o país.

Os americanos questionam a responsabilidade dos estados nas inspeções e no cumprimento das recomendações para sanar os defeitos existentes nessas estruturas, assim como a capacidade do Governo federal para prevenir acidentes.

A preocupação aumentou depois que veio a público que o Departamento de Transporte dos EUA sabia, há dois anos, que a ponte em Mineápolis tinha problemas estruturais, informação que foi reconhecida pela Casa Branca.

Segundo o departamento, existem cerca de 756 pontes em todo o território nacional com o mesmo desenho da que desabou sobre o rio Mississipi.

Agora, os estados deverão inspecionar todas elas ou, pelo menos, revisar os últimos relatórios publicados, para determinar se precisam corrigir problemas.

A ponte de Mineápolis ganhou apenas 50 pontos, em uma escala de 120 para medir sua segurança, o que a colocou na categoria de “estruturalmente deficiente”.

O responsável pelas inspeções, Dan Dorgan, afirmou que uma empresa de engenharia examinou a ponte no ano passado e deu ao estado de Minnesotta duas opções: reforçá-la com pilares de aço ou inspecionar as soldas da infra-estrutura.

“Escolhemos a segunda opção, porque a primeira teria debilitado mais a ponte, que teria que suportar grandes perfurações”, disse Dorgan. Ele afirmou que ele e as demais autoridades “pensavam que tinham feito tudo o que podiam”.”Mas obviamente algo ocorreu de maneira horrível”, disse.

As autoridades, que tinham previsto substituir a ponte, que suporta o tráfego de 141 mil veículos por dia, até 2020, agora tentam esclarecer as causas do acidente, e adiantaram que fornecerão o capital para os trabalhos de resgate e reconstrução.

O Congresso deve aprovar uma lei para fornecer fundos de emergência no valor de US$ 250 milhões, destinados à reparação da ponte e ao restabelecimento do tráfego na região.

O presidente dos EUA, George W. Bush, que viajará amanhã a Mineápolis, também prometeu ajuda do Governo federal às vítimas e às tarefas de reconstrução.

Hoje, a primeira-dama dos EUA, Laura Bush, foi à cidade para visitar os feridos e familiares das vítimas, além de conversar com os voluntários que ajudam nos trabalhos de busca.

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