O pior derramamento de petróleo a afetar a Coréia do Sul continua se espalhando em direção ao sul, capsule impulsionado pelos fortes ventos que castigam a região, e já atingiu 215 quilômetros de praias e rochedos, informou hoje a agência “Yonhap”.
O derramamento atingiu hoje mais 27 quilômetros da costa e está se aproximando da praia de Anmyeon, ao sul do litoral da península de Taean.
As autoridades não descartam que o petróleo derramado aumente seu raio de contaminação nas próximas horas devido às más condições meteorológicas.
O desastre, que afeta o único parque natural marítimo do país, uma área que desperta um interesse ecológico especial, já está causando transtornos à fauna local.
“A taxa de sobrevivência dos organismos da região é quase zero”, afirmou hoje Park Jeong-woon, um porta-voz do grupo ecologista Green Korea United. Ele acrescentou que agora a contaminação chegará a toda cadeia alimentar.
Hoje, 218 navios e 14 aviões continuaram com os trabalhos de limpeza e contenção das 10,5 mil toneladas de petróleo derramadas no litoral após um acidente entre um cargueiro e um navio petrolífero na sexta-feira.
Além disso, 21 mil soldados, policiais, bombeiros e voluntários ajudam a retirar o petróleo.
Quatro especialistas da Guarda Costeira americana devem chegar hoje à Coréia do Sul.
As autoridades de Cingapura, China e Japão enviarão em breve equipamentos para a Coréia do Sul, a fim de colaborar com a limpeza e a contenção do petróleo.
Ontem, seis dias após o acidente, a Coréia do Sul pediu ajuda internacional para conter o petróleo.