A visita dos legisladores, que inicialmente devem chegar a Honduras na próxima quinta-feira, foi estipulada com o presidente do Congresso hondurenho, José Alfredo Saavedra, explicou hoje o deputado Raúl Jungmann (PPS-PE).
Jungmann disse que outro dos objetivos dessa visita será conhecer “a situação dos brasileiros que vivem em Honduras”, pois teme-se que eles “possam sofrer represálias” pelo fato de o Brasil ter recebido Zelaya, que se encontra na Embaixada do Brasil há uma semana, quando retornou de surpresa ao país.
Além disso, afirmou que é necessário “garantir a integridade dos brasileiros que vivem em Honduras”, que são em torno de dez mil, e “colaborar na busca por uma saída pacífica à crise”.
Jungmann indicou que o grupo se reunirá com Saavedra, que preside o Congresso hondurenho desde 28 de junho, quando Zelaya foi derrubado, expulso do país e substituído por Roberto Micheletti.
Ele também explicou que estão previstos encontros com os membros da Comissão de Direitos Humanos do Congresso hondurenho e com outras autoridades parlamentares.
Além disso, disse que pretendem ter oportunidade de visitar a sede da Embaixada brasileira, mas não esclareceu se com o objetivo de conversar com Zelaya.
Jungmann afirmou ainda que o grupo de deputados “não manifestará qualquer opinião” sobre a situação nesse país, pelo menos enquanto permanecer em território hondurenho.
Segundo Jungmann, a viagem só seria suspensa “em caso de nas próximas horas houver um agravamento da crise, que impeça a entrada” nessa nação centro-americana. EFE