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Departamento de Defesa dos EUA assina contratos para aumentar produção de mísseis

A duração dos contratos é de sete anos, sem que seus valores sejam especificados.

Redação Jornal de Brasília

04/02/2026 18h55

Foto: Spencer Platt/Getty Images North America/AFP

Foto: Spencer Platt/Getty Images North America/AFP

A empresa armamentista Raytheon, subsidiária do grupo americano de aeronáutica e defesa RTX, anunciou nesta quarta-feira (4) cinco contratos com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos destinados a aumentar drasticamente sua produção de mísseis.

Em um comunicado, a Raytheon explica que o objetivo dos contratos com o governo americano é “aumentar significativamente as capacidades de produção e os ritmos de entrega” de diversas munições, cuja demanda “continua crescendo” em nível mundial.

Os contratos incluem variantes do míssil de cruzeiro Tomahawk — lançado a partir de navios e submarinos — para ataques terrestres e marítimos; o míssil ar-ar AMRAAM de médio alcance com guiagem por radar; e os interceptores SM-3 IB, SM-3 II e SM-6.

A duração dos contratos é de sete anos, sem que seus valores sejam especificados.

Seu objetivo de longo prazo é duplicar e até quadruplicar a produção dessas munições: espera-se que, a cada ano, a produção dos Tomahawk ultrapasse mil unidades. Os AMRAAM deverão alcançar “ao menos 1.900” unidades, e os SM-6 superar 600 exemplares.

No comunicado, não são fornecidos números específicos de aumento para os outros dois interceptores.

Essas armas sairão de fábricas localizadas em Tucson (Arizona), Huntsville (Alabama) e Andover (Massachusetts).

O Tomahawk, com alcance de 1.600 km, é “tradicionalmente a primeira opção utilizada pelas forças americanas para atacar forças hostis em qualquer lugar do mundo”, destaca a empresa.

O AMRAAM, por sua vez, é o “mais empregado do mundo”, e sua produção quase dobrou em 2025 em comparação com 2024.

Com o aumento das tensões geopolíticas no mundo nos últimos anos, a carteira de encomendas da indústria armamentista americana disparou.

Por exemplo, durante o terceiro trimestre de 2025, a Raytheon fechou um contrato de mísseis AMRAAM no valor de 2,1 bilhões de dólares (R$ 11 bilhões), o maior nos trinta anos de existência do programa.

Sua concorrente, a Lockheed Martin, anunciou em 29 de janeiro um acordo com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos para quadruplicar a produção do THAAD, um sistema antimísseis de grande altitude considerado um dos mais avançados do mundo.

O objetivo é passar de cerca de 600 unidades por ano para 2 mil em sete anos.

Esse sistema, composto por lançadores montados sobre caminhões, é destinado a interceptar ogivas na fase terminal dentro da atmosfera, em grande altitude.

© Agence France-Presse

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