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Dennis Blair, o <i>superespião</i> de Obama

Arquivo Geral

09/01/2009 0h00

Dennis Cutler Blair, store o ex-almirante ao qual o presidente eleito dos Estados Unidos, site Barack Obama, viagra encarregou de supervisionar os serviços de inteligência do país, é um viciado em trabalho, a quem seus próximos descrevem como direto, inteligente e líder nato.


Blair se tornará, se o Senado confirmar sua nomeação, Diretor Nacional de Inteligência, com a missão de coordenar as 16 agências de espionagem americanas, que têm orçamento anual superior a US$ 47 bilhões.


Sua experiência na gestão de altos orçamentos e recursos humanos é um dos fatores a seu favor.


Mas o ex-militar de 61 anos, que ocasionalmente assessorou Obama, tem vários assuntos polêmicos em seu histórico que poderiam complicar sua confirmação.


Um dos casos tem a ver com sua passagem pelo Instituto para a Análise em Temas de Defesa, uma organização sem fins lucrativos financiada pelo Pentágono que estuda grandes sistemas bélicos.


Blair se viu forçado a renunciar em 2006 depois que vários senadores colocaram dúvidas sobre um potencial conflito de interesses.


O conflito aconteceu depois que Blair avaliou para o Pentágono o programa de aviões militares F-22, em cujo desenvolvimento estava envolvida a EDO Corporation, uma subcontratista militar de cujo conselho de direção ele era membro e do qual também renunciou.


Uma investigação concluiu que Blair não influiu nas conclusões do estudo, apesar do conflito de interesses.


Blair também poderia se ver em apuros por causa de seu papel há 10 anos perante as autoridades militares da Indonésia para colocar fim aos massacres de duas décadas no Timor-Leste.


O Governo do presidente Bill Clinton cortou os vínculos militares com a Indonésia em 1999 diante do massacre de civis no Timor-Leste.


Blair, que era então o comandante-em-chefe do Comando Americano no Pacífico, propôs a retomada das relações militares e se reuniu com as autoridades indonésias com esse propósito em abril de 1999 pouco depois do massacre em uma igreja, da qual disse não ter conhecimento.


Sua luta antiterrorista durante seus anos à frente do Comando Americano no Pacífico merece uma opinião melhor. Ele ocupava o cargo durante os atentados de 2001 contra Washington e Nova York.


Neste posto, Blair ajudou a planejar uma estratégia no sudeste asiático que permitiu a desarticulação de organizações terroristas como a Abu Sayyaf nas Filipinas e a Jemaat na Indonésia.


Blair aproveitou também seus anos à frente do Comando no Pacífico para impulsionar a cooperação com a China e os países da região Ásia-Pacífico, área na qual é especialista.


Em sua trajetória também figura sua responsabilidade como diretor do Estado-Maior Conjunto e diretor associado da CIA para apoio militar durante meados dos anos 90.


Em seu futuro posto, criado pelo Congresso em 2004 depois que várias investigações determinaram que as agências de espionagem tinham fracassado na hora de compartilhar informação que poderiam ter evitado os atentados de 2001, terá que continuar melhorando a coordenação destas agências.


O próximo chefe da espionagem não acredita no uso da força militar em grande escala em regiões instáveis, ação na qual os Estados Unidos apostaram nos últimos anos.


“É difícil recorrer com sucesso ao uso da força militar em grande escala em regiões voláteis de países pouco desenvolvidos, algo que geralmente costuma ter conseqüências inesperadas e rara vez costuma ser rápido, efetivo, controlado e de curta duração”, disse em um testemunho perante o Congresso em novembro de 2007.


Opiniões como essa valeram a ele a fama de independente o que, somado a sua aposta na colaboração com a Ásia, teria levado o ex-secretário de Defesa Donald Rumsfeld a descartar seu nome para a Presidência do Estado-Maior Conjunto.


Casado e com dois filhos, nasceu em 4 de fevereiro de 1947 na localidade de Kittery, no estado do Maine, em uma família cujo serviço à Marinha se estende há seis gerações.


Graduado pela Academia Naval de Annapolis, obteve um mestrado na Universidade de Oxford, onde se especializou em estudos russos e onde esteve na mesma época que o ex-presidente Bill Clinton, receptor como ele de uma bolsa de estudos Rhodes.


 

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