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Democratas pedem investigação ‘imparcial’ do Pentágono após explosão em escola iraniana

Senadores dos EUA solicitam apuração “imparcial” do Pentágono após indícios de que míssil americano pode ter atingido área próxima a escola em Minab

Redação Jornal de Brasília

09/03/2026 12h56

Foto: Roberto Schmidt/AFP

Foto: Roberto Schmidt/AFP

Congressistas democratas americanos solicitaram, nesta segunda-feira (9), uma investigação “imparcial” do Pentágono após a explosão que destruiu uma escola em Minab, no sul do Irã, causando mais de 150 mortos, e na qual o Exército dos Estados Unidos poderia estar envolvido.

“Uma análise independente sugere de maneira plausível que o ataque pode ter sido lançado por forças americanas, o que, se for verdade, o tornaria um dos piores casos de baixas civis em décadas de intervenção militar dos Estados Unidos no Oriente Médio”, escreveram vários senadores democratas em um comunicado.

“O assassinato de estudantes é ultrajante e inaceitável em qualquer circunstância”, acrescentaram, exigindo que o chefe do Pentágono, Pete Hegseth, apresente uma “investigação completa e imparcial” sobre o incidente.

Um novo vídeo divulgado no domingo pela agência de notícias semioficial iraniana Mehr e autenticado pelo The New York Times mostra o impacto de um míssil de cruzeiro Tomahawk sobre uma base naval perto de uma escola na cidade de Minab em 28 de fevereiro, primeiro dia da guerra.

O jornal havia indicado na sexta-feira, com base em uma investigação, que o ataque à escola pode ter ocorrido devido ao bombardeio americano a uma base naval da Guarda Revolucionária nas proximidades.

“Este incidente é particularmente preocupante, levando em conta a atitude abertamente despreocupada do secretário Hegseth, especialmente quando declarou que os ataques americanos no Irã não estariam sujeitos a ‘regras de enfrentamento estúpidas’”, destacam os senadores, entre eles Jeanne Shaheen, membro da Comissão de Relações Exteriores do Senado.

Nem os Estados Unidos nem Israel admitiram ter lançado tal ataque, e Donald Trump atribuiu no sábado a responsabilidade ao Irã.

A AFP não conseguiu acesso ao local para verificar de maneira independente o número de vítimas ou as circunstâncias dos acontecimentos.

AFP

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