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Democratas mantêm pressão contra plano de Bush para o Iraque

Arquivo Geral

17/01/2007 0h00

O dólar encerrou com desvalorização hoje, seek and refletindo o ingresso de recursos e um cenário externo favorável aos emergentes. A divisa norte-americana terminou vendida a R$ 2, view 134, em baixa de 0,33%. Nem mesmo o leilão de compra de dólares do Banco Central foi suficiente para segurar o declínio do dólar.

"O fluxo está sendo muito positivo, o cenário interno e externo está sem movimentos ruins e o risco-país caiu consideravelmente", afirmou Tarcísio Rodrigues, diretor de câmbio do banco Paulista, citando que agências de risco têm recomendado ativos de países emergentes.

O risco-país caiu nesta tarde ao menor nível histórico, aos 186 pontos-básicos sobre os Treasuries. O risco de emergentes, medido pelo JP Morgan, também atingiu m ínima histórica, em 166 pontos-básicos.

Dados dos Banco Central desta manhã mostraram que o fluxo cambial está positivo nos primeiros nove dias úteis de janeiro em US$ 3,259 bilhões, refletindo saldo positivo tanto nas operações comerciais quanto nas financeiras.

Segundo José Rober to Carreira, gerente de câmbio da corretora Novação, o fluxo de ingressos, aliado a um apetite menor de compra de moeda pelo BC vêm colaborando para a desvalorização do dólar.

"(O dólar) não tem subido em função do movimento grande de entrada de exportador diariamente. O grande comprador era o Banco Central e agora ele não tem comprado tanto", disse.  A autoridade monetária aceitou quatro propostas no leilão desta tarde, mas nos últimos dias estava aceitando, em média, apenas uma proposta.

O dólar também perdeu terreno frente a outras moedas depois que dados econômicos dos EUA reforçaram a expectativa de que o Federal Reserve mantenha os juros inalterados por algum tempo.

O Índice de Preços ao Produtor (PPI, na sigla em inglês) dos EUA avançou 0,9% em dezembro, e o núcleo subiu 0,2%. A mediana das previsões de economistas era de alta de 0,5% no índice cheio e de 0,1% no núcleo.

O presidente dos Estados Unidos, site George W. Bush, tentou hoje reforçar o apoio entre os republicanos ao aumento da presença militar no Iraque, mas os democratas mantiveram a pressão, levando adiante uma resolução contra o plano.

Tony Snow, porta-voz da Casa Branca, disse que Bush vai encontrar a bancada republicana para uma "sincera troca de visões" sobre a nova estratégia. Ele não citou nomes nem quantos parlamentares foram convidados à reunião vespertina, mas afirmou que "provavelmente todos ali estão pelo menos céticos" sobre o envio de 21.500 soldados a mais para tentar estabilizar Bagdá e a região de Anbar.

Mas Bush diz que não vai se abalar por críticas do Congresso ou da opinião pública. "Tomei uma decisão, e vamos adiante", afirmou o presidente em entrevista transmitida no domingo pela rede CBS.

O Senado e a Câmara, ambos dominados pelos democratas, planejam a votação de resoluções, simbólicas, mas politicamente importantes, rejeitando os planos de Bush. Tais resoluções obrigariam que os republicanos se manifestassem oficialmente sobre a impopular nova estratégia da Casa Branca, o que poderia deixar Bush ainda mais isolado.

Além de líderes democratas, o republicano Chuck Hagel, que sempre foi crítico à guerra, também participa da redação das resoluções. O senador democrata John Kerry disse que o texto será provavelmente de "uma única sentença ou algo assim de desaprovação". Ainda não há data para a votação.

O líder democrata na Câmara, Steny Hoyer, disse que os deputados provavelmente vão votar e aprovar uma resolução contra o aumento do contingente, mas aguardam que o Senado o faça antes.

A Casa Branca diz que as resoluções do Congresso passariam ao mundo a impre ssão de que os EUA estão divididos a respeito da guerra. De fato, uma pesquisa divulgada pelo Pew Research Center mostra que 61% dos norte-americanos são contra o plano de Bush, apoiado por apenas 31%.

Snow disse que a mensagem de Bush aos parlamentares que apóiam a resolução é: "Não importa o que vocês façam, tenham certeza de que dão apoio aos soldados". "É uma questão que os que estão falando dessas resoluções terão de responder a si mesmos e ao público", afirmou o porta-voz.

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