Menu
Mundo

Democratas dizem que governo Trump não liberou todos os arquivos de Epstein

Na semana passada, a Justiça dos EUA informou que ainda analisa mais de dois milhões de documentos possivelmente ligados a Epstein

Redação Jornal de Brasília

16/01/2026 18h11

files us justice politics epstein

. (Foto de HO / Departamento de Polícia da Flórida / AFP)

UOL/FOLHAPRESS

Deputados democratas do Comitê de Supervisão da Câmara dos EUA disseram nesta sexta-feira (16) que o governo de Donald Trump ainda não liberou todos os arquivos relacionados a Jeffrey Epstein, criminoso sexual condenado.

Ainda existem mais de 5 milhões de páginas de arquivos de Epstein que não foram divulgadas, publicou o comitê no X. “Trump e Pam Bondi [procuradora-geral dos EUA] querem mantê-las escondidas, mas não descansaremos até termos todos os arquivos. Divulguem os arquivos, AGORA”, afirmaram os democratas.
O Departamento de Justiça dos EUA começou a divulgar no dia 19 de dezembro do ano passado os documentos relacionados ao caso. A apresentação de uma parte dos documentos aconteceu no último dia de prazo para a divulgação.

Na semana passada, a Justiça dos EUA informou que ainda analisa mais de dois milhões de documentos possivelmente ligados a Epstein. Em carta enviada em 6 de janeiro a um juiz federal, o Departamento de Justiça afirmou que esses arquivos estão “em diferentes fases de revisão”.

Até agora, segundo o órgão, foram divulgados cerca de 12.285 documentos, somando mais de 125 mil páginas. Isso corresponde a menos de 1% do total em análise.

O departamento também revelou que, em 24 de dezembro, identificou mais de um milhão de arquivos que não faziam parte da revisão inicial. Embora parte desse material possa ser duplicada, todos os documentos ainda precisarão passar por processos de triagem e eliminação de dados repetidos.

As vítimas de Epstein expressaram sua indignação após a divulgação de um conjunto de registros com muitas páginas censuradas e fotos ocultadas. O vice-procurador-geral, Todd Blanche, defendeu o Departamento de Justiça e a decisão de remover fotos em que aparecem grupos de pessoas, incluindo pelo menos uma que mostrava o presidente Donald Trump. “Havia preocupações com essas mulheres e com o fato de termos colocado essa foto. Então, retiramos essa foto. Não tem nada a ver com o presidente”, disse Blanche, ex-advogado pessoal de Trump, ao programa “Meet the Press” da NBC.

Legisladores democratas já acusaram Trump de desafiar uma lei que ordenava a divulgação de todos os arquivos sobre Epstein. O republicano já foi amigo íntimo de Epstein, participando regularmente de festas juntos, mas cortou relações com ele anos antes de sua prisão e não enfrenta acusações de irregularidades.

Inicialmente, o presidente americano tentou bloquear a divulgação dos arquivos ligados a Epstein. Entretanto, ele finalmente cedeu à crescente pressão do Congresso -incluindo membros de seu próprio partido — e assinou a lei que obriga a publicação do material.

ENTENDA O CASO

Epstein foi preso pela primeira vez em 2008, quando foi sentenciado a 13 meses de prisão. Na época, os pais de uma menina de 14 anos denunciaram à polícia que o empresário havia abusado sexualmente da garota em sua mansão. Outras possíveis vítimas foram descobertas e fotos de meninas encontradas na casa dele.

Ele se livrou de pegar prisão perpétua. O bilionário fechou um polêmico acordo que o safou de ficar encarcerado pelo resto da vida, mas fez com que fosse registrado na lista federal de criminosos sexuais.

O homem voltou a ser preso em 2019 sob acusação de tráfico sexual. Jeffrey foi acusado de traficar dezenas de meninas, de explorá-las e abusá-las sexualmente. Desse caso, o bilionário se declarou inocente e sempre negou as acusações. Após um mês na cadeia, aos 66 anos, ele foi encontrado morto na cela em que estava detido. A causa de sua morte divulgada oficialmente foi suicídio.

Membro da realeza britânica, príncipe Andrew já respondeu a processo de abuso sexual relacionado ao caso Epstein. Ele foi acusado de manter relações sexuais com uma garota por intermédio do empresário em uma “orgia com várias menores de idade”. Em resposta, o Palácio de Buckingham destituiu Andrew de seus deveres militares e de seu título real.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado