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Mundo

Democratas conseguem começar debate sobre reforma da saúde no Senado

Arquivo Geral

22/11/2009 0h00

O Senado aprovou neste sábado o debate sobre o plano de reforma da saúde apresentado pelo líder da maioria democrata, Harry Reid, com 60 votos a favor e 39 contra.

Em uma sessão extraordinária para tentar dar um impulso ao processo, os democratas conseguiram os 60 votos que precisavam para iniciar o histórico debate sobre a reforma do sistema de saúde americano.

Para isso contaram com o apoio das senadoras Blanche Lincoln e Mary Landrieu, democratas independentes, que não tinham expressado em público sua postura sobre a votação até esta tarde.

Apesar de ter maioria na Câmara Alta, os democratas necessitavam alcançar este número para evitar que os republicanos bloqueassem a votação.

Os conservadores tinham pedido às duas senadoras que se somassem a suas fileiras e apesar de terem votado com seu partido não significa que vão apoiar o plano.

“Meu voto de hoje (sábado) para avançar neste importante debate de nenhuma maneira deve ser interpretado como uma indicação de como poderia votar se o debate chegar a seu fim”, advertiu Mary, ressaltando que “é um voto para seguir em frente, mas ainda resta a ser feito”.

O plano do Senado, com mais de 2.074 paginas, prevê dar cobertura médica a quase 31 milhões de pessoas e um custo de US$ 849 bilhões.

Os republicanos consideram que a “opção pública” é uma ingerência do Governo no setor privado que não melhorará o cuidado da saúde nem reduzirá seus custos, e também não diminuirá o déficit fiscal.

Os partidários do plano insistem em que é a melhor solução para os problemas do sistema de saúde, que exclui mais de 47 milhões de pessoas, tem custos exorbitantes e oferece poucas opções.

O debate começará a partir do dia 30 de novembro, após o recesso do feriado do Dia de Ação de Graças, e se prevê que dure várias semanas.

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