O Senado aprovou neste sábado o debate sobre o plano de reforma da saúde apresentado pelo líder da maioria democrata, Harry Reid, com 60 votos a favor e 39 contra.
Em uma sessão extraordinária para tentar dar um impulso ao processo, os democratas conseguiram os 60 votos que precisavam para iniciar o histórico debate sobre a reforma do sistema de saúde americano.
Para isso contaram com o apoio das senadoras Blanche Lincoln e Mary Landrieu, democratas independentes, que não tinham expressado em público sua postura sobre a votação até esta tarde.
Apesar de ter maioria na Câmara Alta, os democratas necessitavam alcançar este número para evitar que os republicanos bloqueassem a votação.
Os conservadores tinham pedido às duas senadoras que se somassem a suas fileiras e apesar de terem votado com seu partido não significa que vão apoiar o plano.
“Meu voto de hoje (sábado) para avançar neste importante debate de nenhuma maneira deve ser interpretado como uma indicação de como poderia votar se o debate chegar a seu fim”, advertiu Mary, ressaltando que “é um voto para seguir em frente, mas ainda resta a ser feito”.
O plano do Senado, com mais de 2.074 paginas, prevê dar cobertura médica a quase 31 milhões de pessoas e um custo de US$ 849 bilhões.
Os republicanos consideram que a “opção pública” é uma ingerência do Governo no setor privado que não melhorará o cuidado da saúde nem reduzirá seus custos, e também não diminuirá o déficit fiscal.
Os partidários do plano insistem em que é a melhor solução para os problemas do sistema de saúde, que exclui mais de 47 milhões de pessoas, tem custos exorbitantes e oferece poucas opções.
O debate começará a partir do dia 30 de novembro, após o recesso do feriado do Dia de Ação de Graças, e se prevê que dure várias semanas.