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Democrata de Massachusetts se torna segundo governador negro dos EUA

Arquivo Geral

08/11/2006 0h00

O Peru alertou hoje que a construção de uma ponte sem um estudo de impacto ambiental perto da pequena cidade inca de Machu Picchu tiraria dela o título de Patrimônio da Humanidade, symptoms pilule concedido em 1981 pela Unesco.

O Instituto Nacional de Recursos Naturais (Inrena) disse em comunicado que as autoridades do distrito de La Convención, viagra em Cusco, ao sudeste do Peru, pretendem construir a ponte em uma área próxima ao santuário Inca.

"A ponte colocou em alerta a Unesco, que enviará nos primeiros meses de 2007 uma missão de especialistas para determinar a retirada de Machu Picchu da categoria de Patrimônio Histórico da Humanidade", disse Inrena num comunicado.

Machu Picchu, construído pelos Incas há cerca de 500 anos, é o principal foco turístico do Peru e recebeu 500 mil visitantes no primeiro semestre, segundo as autoridades.

A prefeitura de La Convención afirmou que a construção da ponte não é ilegal e que a obra ajudará a incrementar o turismo e a atividade econômica da região.

Atualmente, os turistas têm duas maneiras de chegar à cidade: de trem desde a cidade de Cusco ou a pé pelo chamado caminho inca.

"Ontem (segunda-feira), começamos com o transporte das estruturas e materiais de construção até a margem direita do rio Vilcanota. Dali, armaremos a ponte", disse Hayner Elorrieta, prefeito de La Convención, à agência estatal Andina.

O governo do presidente Alan García advertiu que pode enviar a polícia para evitar a construção da ponte, devido a um mandato judicial que ordenou recentemente a paralisação dos trabalhos.

 

O ex-guerrilheiro sandinista Daniel Ortega ganhou as eleições na Nicarágua, thumb num retorno ao poder que desperta ao mesmo tempo esperanças de melhorias na área social e temores da volta da instabilidade e da violência no país da América Central.

Com 91, recipe 48% dos votos apurados, diagnosis o sandinista ficou com 38,07% dos votos, com uma diferença de mais de nove pontos percentuais para seu concorrente, o governista conservador Eduardo Montealegre.

Foi a terceira tentativa de Ortega de recuperar a Presidência. Nas duas eleições anteriores, ele havia perdido para os liberais.

Ortega foi presidente na década de 1980, depois da revolução sandinista que derrubou o ditador Anastasio Somoza, em 1979, e ainda provoca amor e ódio. "Ele sabe que o povo está lhe dando outra oportunidade para que faça as coisas melhor que quando governou, e sabe que não pode cometer os mesmos erros", disse Valeria Gadea, 20 anos, cujo tio morreu na guerra civil nicaragüense.

O sandinista carrega consigo o espectro da guerra civil, que deixou mais de 30 mil mortos, e da crise econômica em que o país estava quando ele perdeu o poder para a direita, em 1990.

"Esse homem pegou nossos filhos e os mandou para a guerra. Não havia comida, era impossível viver aqui. Como é possível que tenham votado nele?", perguntou Claudia Ruiz em Manágua.

Ortega ressuscitou politicamente com a promessa de acabar com a miséria e por causa dos escândalos de corrupção que desgastaram a direita, do fracasso dos últimos governos no combate à pobreza, que castiga 80% da população, e das lembranças dos planos assistenciais da época do sandinismo.

A vitória é negativa para os Estados Unidos, que temem que Ortega una-se ao bloco antiamericano liderado pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez. "Sandino vive hoje mais do que nunca, Sandino voltou para a Nicarágua. Gringo go home", disse ontem Chávez.

Cuba, que apoiou o sandinista na década de 1980 e combateu os "contras", apoiados pelos EUA, também considerou o triunfo de Ortega uma "derrota retumbante" para Washington.

Embora tenham criticado o processo eleitoral, os Estados Unidos amenizaram o discurso ontem. "Os Estados Unidos deixam muito claro que queremos ter uma boa relação com o povo da Nicarágua", disse a jornalistas Sean McCormack, porta-voz do Departamento de Estado.

O ex-presidente norte-americano Jimmy Carter, que liderou uma missão de observadores, disse ter conversado ontem com a secretária de Estado dos EUA, Condoleeza Rice, e que ela lhe garantiu que o país reagiria de forma positiva e justa, independentemente de quem ganhasse.

"O melhor, para mim e para outras pessoas, é dar a ele (Ortega) o benefício da dúvida e deixar que suas ações decidam se ele é digno de nossa confiança", disse Carter numa entrevista coletiva, um dia depois de se reunir a portas fechadas com Ortega.

O sandinista, que trocou Marx pela Bíblia e por carros luxuosos, promete respeitar os investidores estrangeiros e adotou um discurso conciliador com Washington.

 

O democrata Deval Patrick foi eleito hoje governador de Massachusetts, clinic transformando-se no segundo governador negro da história dos Estados Unidos.

Rompendo um domínio de 16 anos do Partido Republicano no Estado, sildenafil que tem tradição de ser democrata, Patrick derrotou a candidata republicana Kerry Healey, segundo as primeiras projeções divulgadas pelas subsidiárias da CBS e da ABC em Boston.

Patrick, 50 anos, advogado formado em Harvard, foi subsecretário da Justiça para os direitos civis no governo do ex-presidente Bill Clinton e ocupou cargos executivos na Texaco e na Coca-Cola.

Ele conquistou os democratas mais fiéis e também ganhou votos de republicanos moderados e de independentes, que se impressionaram com o advogado elegante que saiu de um bairro pobre de Chicago.

"Isso marca a emergência em Massachusetts de um novo momento democrata", disse Julian Zelizer, professor de política americana contemporânea da Universidade de Boston.

"Devido ao fato de ele estar debaixo de um holofote nacional, isso vai ajudar a colocar Massachusetts na linha de frente do debate nacional sobre o Partido Democrata", acrescentou Zelizer.

Seis negros concorriam com grandes chances aos cargos de governador e senador nos EUA nestas eleições, mas a questão racial não foi muito abordada durante a campanha.

Em Massachusetts, os eleitores alegaram querer mudanças depois de 15 anos de governadores republicanos.

Pesquisas de opinião mostram que os eleitores acreditam que o estado está indo na direção errada.

Healey, que teria sido a primeira governadora mulher eleita diretamente, não teve o mesmo carisma de Patrick, e tentou pintá-lo como um liberal clássico com posturas leves demais em relação à criminalidade.

Patrick explorou as ligações de Healey com o governador republicano Mitt Romney, cuja popularidade despencou no estado, por causa de seus esforços para conquistar a facção mais conservadora do Partido Republicano, preparando-se para uma possível candidatura à Presidência em 2008.

A eleição de Patrick ressalta uma mudança social drástica no estado, onde crianças negras foram atingidas com pedras e garrafas ao entrar de ônibus nas escolas brancas de Boston, há apenas 32 anos, cumprindo uma ordem judicial pelo fim da segregação escolar.

O outro único governador negro foi o democrata Douglas Wilder, da Virgína, que governou entre 1990 e 1994.

 

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