A queda de 0,8% foi de 7 pontos percentuais a menos que a previsão dos analistas, que previam uma baixa de 1,5% nos pedidos de bens duráveis em março.
Isso ocorre após o aumento de 2,1% revisado em fevereiro, no que foi o primeiro aumento de pedidos de bens duráveis após seis meses consecutivos de queda.
Os números dos bens duráveis são muito voláteis e influenciados especialmente pelos equipamentos de transporte, que são os mais onerosos por unidade, mas o dado divulgado hoje é um golpe para aqueles que viam sinais de recuperação, após a alta de fevereiro.
Excluindo o transporte, os pedidos de bens duráveis caíram 0,6% em março, o que representa uma queda menor que a calculada pelos economistas, que previam uma baixa de 1,2%, mas, em fevereiro, subiram 2%.
Os pedidos novos caíram em quase todos os setores industriais, mas a despesa em capital das companhias, ou seja, os equipamentos usados pelas empresas para aumentar ou modernizar sua capacidade produtiva, subiu 1,5%, o segundo aumento consecutivo, depois da forte queda de janeiro.
O envio de bens duráveis caiu 1,7% em março e, em todo o primeiro trimestre, caíram 18,4% comparado ao mesmo período de 2008.
A demanda de bens de transporte diminuiu 1,4% em março, apesar do aumento de 4,4% nos pedidos de aviões civis. Os pedidos de veículos também caíram, 1,7%, em março.
A demanda de maquinaria diminuiu 0,1%, enquanto os pedidos de metais fabricados caíram 1,3%.
Os pedidos em bens de capital para material de defesa caíram 14,4%.
Frente a estas quedas, os pedidos de equipamentos elétricos aumentaram 1,8%.