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Déficit comercial dos EUA cresce 5,7% em fevereiro

Arquivo Geral

10/04/2008 0h00

O Departamento de Comércio dos Estados Unidos informou hoje que o aumento nas compras de automóveis e de outros bens importados causou em fevereiro um salto inesperado de 5, buy 7% no déficit comercial do país, viagra dosage que somou US$ 62,3 bilhões.

Após um desequilíbrio de US$ 58,2 bilhões no comércio de bens e serviços em janeiro, e levando em conta a desaceleração econômica e o impacto da desvalorização do dólar sobre os gastos dos consumidores, os analistas esperavam uma redução no déficit em fevereiro, até US$ 57,5 bilhões.

Segundo a representante de Comércio Exterior americana, Susan Schwab, o relatório “mostra uma contínua expansão das exportações dos EUA”.

“Este crescimento das exportações foi muito importante para a economia americana: no ano passado, as vendas de bens e serviços para o exterior cresceram 12,6%, e a expansão das exportações representou mais de 40% do crescimento econômico em 2007”, explicou Schwab.

Entretanto, o crescimento de 3,1% levou o valor das importações de fevereiro ao número inédito de US$ 213,676 bilhões, o maior aumento mensal em quase um ano.

Isto anulou os benefícios do crescimento de 2% nas exportações de bens e serviços que, ajudadas pela desvalorização do dólar frente às moedas de seus principais parceiros comerciais, chegaram ao valor de US$ 151,355 bilhões.

De acordo com o Departamento de Comércio dos EUA, o aumento das importações, lideradas por automóveis e equipamentos industriais, repercutiu em um crescimento dos estoques.

Os consumidores americanos – cujas despesas equivalem a 67% do Produto Interno Bruto (PIB) do país – vêm restringindo suas compras e se espera que a acumulação de bens em estoque prejudique o crescimento da economia nos meses próximos.

O déficit americano no comércio petrolífero caiu para US$ 32,5 milhões em fevereiro, a primeira queda em oito meses, quando a redução no volume de petróleo importado chegou a US$ 84,76 por barril.

A maioria dos analistas considera que a economia dos EUA crescerá pouco – ou até mesmo se contrairá – nos seis primeiros meses do ano devido ao arrefecimento nos gastos dos consumidores que, se crescer, o fará a um ritmo anual de 0,5%, o pior desde 1991.

Nos dois primeiros meses de 2008, os EUA acumularam um déficit de US$ 121,280 bilhões, comparado com o de US$ 115,585 bilhões no mesmo período de 2007, ano que terminou com saldo negativo de US$ 708,515 bilhões.

O relatório mostrou que o superávit dos países de América Latina e Caribe em seu comércio de bens com os EUA caiu 15,6% em fevereiro e ficou em US$ 7,043 bilhões.

O superávit desta região nos dois primeiros meses deste ano supera em mais de 18% o do mesmo período de 2007.

Em fevereiro, a América Latina e o Caribe representaram 11,8% do déficit total no comércio de bens dos EUA.

O superávit dos países da União Européia (UE) em seu comércio de bens com os EUA subiu 13,4% em fevereiro e ficou em US$ 6,869 bilhões.

Nos dois primeiros meses de 2008, o superávit foi de US$ 19,922 bilhões, o que supera os US$ 12,867 bilhões do mesmo período do ano anterior.

Os países da UE contabilizam pouco mais de 15% do déficit americano no comércio exterior de bens.

Segundo o Departamento de Comércio americano, o déficit do país em seu comércio de bens com nações do Leste Asiático diminuiu 13,5% em fevereiro e ficou em US$ 25,628 bilhões.

Nos dois primeiros meses deste ano, o saldo negativo dos EUA com essa região foi de US$ 55,278 bilhões. Em 2007, esse número foi de US$ 59,411 bilhões.

Os países do Leste Asiático representam 43,2% do déficit no comércio exterior de bens dos Estados Unidos.


 

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