Os advogados da principal líder opositora birmanesa e Nobel da Paz, this Aung San Suu Kyi, buy solicitaram hoje ao Tribunal Superior de Justiça de Mianmar a reversão da decisão judicial de uma instância inferior e a apresentação de mais duas testemunhas.
Suu Kyi, de 63 anos, é julgada desde o mês passado por ter supostamente violado os termos da prisão domiciliar que cumpria desde 2003.
Nyan Win, advogado de defesa e porta-voz da Liga Nacional pela Democracia (LND), o grupo político de Suu Kyi, disse que a alta magistratura tinha aceitado a tramitação do recurso e que não sabia quando se realizaria a audiência. A data inicial, 17 de junho, foi cancelada.
A defesa quer convocar como testemunhas o vice-presidente da LND, Tin Oo, que está em prisão domiciliar, e o veterano jornalista Win Tin, também membro desse partido e que foi o preso político mais antigo de Mianmar até sua soltura no ano passado.
O tribunal que julga Suu Kyi no presídio de Insein, nos arredores de Yangun, aceitou somente o jurista Kyi Win dentre quatro pessoas que apresentaram na lista de testemunhas.
Na terça-feira passada, a defesa conseguiu a aceitação de outro nome, o da advogada Khin Moh Moh, mas Tin Oo e Win Tin continuaram impossibilitados de testemunhar.
A Promotoria propôs 22 testemunhas e todas foram aceitas, embora apenas 14 tenham sido chamadas.
A continuação do julgamento contra Suu Kyi está prevista para amanhã, mas Nyan Win disse acreditar que será adiada até que o assunto das testemunhas seja resolvido.
A ONU, os Estados Unidos e outros Governos pediram a libertação imediata de Suu Kyi.
Caso seja condenada, a principal líder opositora birmanesa pegará uma pena máxima de cinco anos de prisão, o que a impediria de concorrer nas eleições parlamentares birmanesas do ano que vem.