O comissário de Direitos Humanos em Honduras, Ramón Custódio, pediu hoje ao presidente interino, Roberto Micheletti, que derrogue ou regule o decreto que suspende as garantias constitucionais no país.
Custódio, que ocupa um cargo estatal, disse à imprensa que “não seria nada difícil derrogá-lo ou de repente regulá-lo um pouco mais se for necessário”.
Segundo ele, “esse decreto dá uma imagem ruim a Honduras”, sobretudo porque o processo eleitoral está em andamento, e considerou que “seria indefensível um estado de sítio no país”.
Para Custódio, “a extensão das atividades em Honduras é normal” e com esse decreto se envia “a mensagem errada” sobre a situação do país.
O Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) também pediu hoje a Micheletti, em reunião na Casa Presidencial, que derrogue o decreto, por considerar que freia o desenvolvimento da campanha para as eleições de 29 de novembro próximo.