Uma condenação aos golpes de Estado e o respaldo ao respeito à democracia figuram na minuta da declaração final da Cúpula da União de Nações Sul-americanas (Unasul), que acontece na próxima segunda-feira, na capital equatoriana.
O embaixador Emilio Izquierdo, delegado político equatoriano da Unasul, explicou hoje em entrevista coletiva que na declaração “haverá um parágrafo sobre a decisão popular expressada nas urnas e em rejeição aos golpes de Estado”, não só na região, mas em geral.
É uma referência em geral ao respeito aos processos democráticos, ressaltou, ao lembrar a crise que começou em Honduras em junho com a deposição do presidente Manuel Zelaya.
Izquierdo acrescentou que na declaração consta a criação de quatro novos conselhos na Unasul: de desenvolvimento social; de educação, cultura, ciência, tecnologia e inovação; de infraestrutura e planejamento; e o conselho de luta contra o narcotráfico.
“Definitivamente, com a próxima reunião de chefes de Estado e do Governo da Unasul já estamos entrando em uma consolidação da etapa de fundação” do organismo, afirmou, antes de acrescentar que a declaração também inclui um aspecto geral da realidade internacional, principalmente sobre a crise financeira.
O embaixador disse que haverá uma referência às conquistas da Unasul até o momento, assim como aos desafios que se apresentam.
Na coletiva de imprensa, o chanceler do Equador, Fander Falconí, ratificou o apoio do país a Zelaya, e a necessidade de defender a soberania dos países.
Ele lembrou que a nação não renovou o convênio com os Estados Unidos para a presença de militares desse país na Base de Manta, oeste, para lutar contra o narcotráfico na região.
Falconí citou a “preocupação” de líderes de outros países com o acordo negociado por EUA e Colômbia para o uso de bases militares colombianas por parte de militares americanos, e disse que o tema será debatido no Conselho de Defesa da Unasul.