Menu
Mundo

De Boer pede fechamento de conteúdo básico de acordo sobre mudança climática

Arquivo Geral

08/12/2009 0h00


O secretário-executivo da Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, Yvo de Boer, pediu hoje aos delegados dos 192 países que negociam um acordo na cúpula da ONU sobre mudança climática (COP15) que fechem o conteúdo básico esta semana, e só deixem os assuntos políticos para os últimos dias.

De Boer pediu aos delegados “fazer o máximo trabalho possível” e colocar clareza nos pontos essenciais sobre adaptação, mitigação, tecnologia, financiamento, florestas e capacitação, de modo que, quando os ministros do Meio Ambiente chegarem a Copenhague, nos dias 12 e 13, só faltem a ser discutidas questões políticas.

A COP15, inaugurada ontem, teve um “bom começo”, segundo De Boer, que ressaltou o apoio crescente entre os países ricos a uma ajuda anual para 2010-2012 de US$ 10 bilhões.

Os principais empecilhos nas negociações apontam para o financiamento a longo prazo e a redução de emissões, afirmou De Boer, em entrevista coletiva.

Também reiterou que os anúncios feitos até agora pelos países ricos não são suficientes e estão longe do limite de entre 25% e 40% de cortes a respeito de 1990 proposto pela ONU.

De Boer ressaltou que o acordo que sair de Copenhague deve incluir uma lista completa de compromissos individuais de cada país e estabelecer mecanismos efetivos para garantir o cumprimento.

O financiamento aos países em desenvolvimento e pobres não deve ser parte da ajuda prometida para reduzir a pobreza, e deve incluir dinheiro procedente de recursos públicos, afirmou De Boer.

De Boer negou que a polêmica dos e-mails da Unidade de Pesquisa Climática (CRU, em inglês) da Universidade de East Anglia (Reino Unido) tenha prejudicado a credibilidade do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).

Os e-mails do CRU divulgados na internet, que sugerem uma tentativa de esconder certos documentos sobre mudança climática dos responsáveis da ONU, só afetariam o quarto relatório do IPCC, mas De Boer lembrou que há centenas de pesquisadores colaborando com este organismo e que sua força científica “é sólida como uma rocha”.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado