“Disse que eles (os chineses) merecem acolher os famosos Jogos, porque formam a nação mais povoada do mundo. Minha posição é a mesma, apesar da supressão (da revolta) no Tibete”, declarou o Dalai em Nova Délhi.
O líder tibetano aludiu também aos temores chineses de que os protestos de refugiados do Tibete na Índia alterem o trajeto internacional da tocha olímpica, que passará por este país a partir de 17 de abril.
“A tocha olímpica é parte dos Jogos e minha atitude sobre ela é a mesma”, acrescentou o Dalai Lama, citado pela agência indiana “PTI”.
O embaixador chinês em Nova Délhi, Zhang Yang, advertiu há dois dias ao ministro do Interior, Shivraj Patil, que a China poderia cancelar a passagem da tocha pelo país caso não se garantisse a segurança do percurso, segundo a “PTI”.
O Dalai Lama, que passou a semana em Nova Délhi, ofereceu uma entrevista coletiva após liderar uma oração em memória dos mortos durante a recente revolta no Tibete.
Participaram da cerimônia líderes das principais comunidades religiosas da Índia, país que acolhe o Governo tibetano no exílio desde 1959.