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Mundo

Dalai Lama pede que o Governo da China <i>aceite a realidade</i>

Arquivo Geral

27/03/2008 0h00

< !--StartFragment -- >O Dalai Lama, dosage líder espiritual tibetano, pediu hoje em Nova Délhi que o Governo de Pequim “aceite a realidade”, porque as “mentiras não podem funcionar” no século XXI, informou a agência “PTI”.


O líder budista, que está na capital indiana oferecendo seminários de meditação, também pediu a seus “amigos” da comunidade internacional que manifestem sua preocupação com o que está acontecendo no Tibete.


“Quero expressar que chegou o momento de o Governo chinês e as autoridades competentes aceitarem a realidade”, disse o Dalai Lama, acrescentando que, no século XXI, as “mentiras não podem funcionar”.


As declarações do líder espiritual dos tibetanos ocorrem depois das acusações das autoridades chinesas de que o Dalai Lama está envolvido nas revoltas dos últimos dias em várias províncias chinesas com forte presença tibetana.


Desde 10 de março, monges budistas – com o apoio da população civil – protagonizaram protestos no Tibete para lembrar o aniversário da fracassada rebelião tibetana contra o mandato chinês em 1959, que causou a ida ao exílio do Dalai Lama.


As manifestações geraram na cidade de Lhasa distúrbios que deixaram 19 mortos, segundo a versão oficial da China, mas o Governo tibetano no exílio na Índia disse que o número de vítimas fatais nas revoltas é de cerca de 140.


No próximo sábado, o Dalai Lama deve dirigir uma oração no memorial de Rajghat – onde Mahatma Gandhi foi assassinado – pelas vítimas das revoltas dos últimos dias.


Organizações de tibetanos no exílio indiano convocaram para hoje uma “marcha pacífica” com destino à fronteira entre a Índia e a China na região de Arunchal, segundo a “PTI”.


Além disso, grupos de manifestantes estão em greve de fome indefinida no posto de Rangpo, no nordeste da Índia.


Na segunda-feira passada, cerca de 400 manifestantes chegaram a esse lugar para tentar entrar na região de Sikkim, de onde tinham previsto atravessar a fronteira e chegar ao Tibete para mostrar solidariedade a seus compatriotas.


 

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