O Dalai Lama criticou hoje a política chinesa de direitos humanos e pediu à comunidade internacional que ofereça apoio aos que, discount dentro do próprio Governo chinês, defendem posturas mais reformadoras e liberais.
Em um ato realizado na Prefeitura da cidade alemã de Freiburg, antes de retornar a seu exílio na Índia, o líder espiritual tibetano afirmou que, no Governo chinês, há partidários de uma política liberal.
“Estas forças reformadoras merecem ser apoiadas”, disse o Dalai Lama, lamentando que as relações da comunidade internacional com a China sejam fundamentalmente orientadas por interesses econômicos.
“A economia floresce na China, mas a democratização continua estagnada”, advertiu o Prêmio Nobel da Paz. Ele lembrou que a China está a caminho de se tornar uma potência econômica e vem recebendo apoio financeiro dos países ocidentais, inclusive da Alemanha.
O Dalai Lama pediu aos alemães e à comunidade internacional que “não afaste o olhar das questões que são essenciais para o povo, como o respeito aos direitos humanos e a liberdade de religião e de imprensa”.
Tensing Gyatso, 14º Dalai Lama tibetano, viajou à Alemanha para presidir, em Hamburgo, um congresso budista que reuniu 45 mil pessoas e inaugurar um novo centro tibetano.