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Mundo

Dalai Lama lamenta imagem distorcida de protesto dada pela imprensa chinesa

Arquivo Geral

28/03/2008 0h00

< !--StartFragment -- >O Dalai Lama, web líder espiritual dos tibetanos, lamentou hoje a imagem “distorcida” que a imprensa chinesa está oferecendo dos “protestos espontâneos” no Tibete, e rejeitou o apelativo de “separatista” dado pelas autoridades de Pequim.


Em comunicado divulgado por seu escritório na cidade indiana de Dharamsala, o Dalai Lama expressou sua “preocupação” com a cobertura da revolta tibetana pela imprensa chinesa, que “poderia espalhar as sementes da tensão racial, com conseqüências imprevisíveis”.


Também lamentou que o Executivo chinês o tenha acusado de organizar protestos que, na sua opinião, foram uma reação espontânea dos tibetanos “para expressar um ressentimento profundo” por sua situação na China.


O Dalai Lama, exilado na Índia desde 1959, insistiu em que não quer separar o Tibete da China, mas conseguir uma fórmula que respeite os valores culturais e religiosos de seu povo dentro da Constituição chinesa.


“É infeliz que, apesar de meus sinceros esforços para não separar o Tibete da China, os líderes da República Popular Chinesa continuem em acusando de ser um separatista”, acrescentou no comunicado, divulgado através do site de seu Governo em Dharamsala.


Para o Dalai Lama, os recentes eventos são uma “demonstração clara da gravidade da situação no Tibete” que exige a busca de uma solução duradoura através do diálogo.


Pediu, portanto, que as autoridades chinesas trabalhem para resolver a atual crise, “buscando a verdade nos fatos”.


O Dalai Lama advertiu que, se os tibetanos optarem pela violência, renunciará como líder político desse grupo.


Os protestos começaram por ocasião do aniversário do levante tibetano de 1959 e deixaram cerca de 140 mortos, segundo o Governo tibetano no exílio, enquanto o de Pequim admite 19 vítimas fatais.


 

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