O dalai lama assegurou hoje em Tóquio que sua próxima visita ao Mosteiro de Tawang, situado na região indiana de Arunachal Pradesh, fronteiriça com o Tibete e reivindicada pela China, não tem caráter político e não é um desafio a Pequim.
O líder espiritual tibetano deve viajar em 8 de novembro a Arunachal Pradesh convidado pelos membros do Mosteiro de Tawang, um importante centro de culto budista e local de nascimento do sexto dalai lama, Tsangyang Gyatso, no século XVII.
“Lá, minhas visitas não são políticas”, explicou o dalai lama em Tóquio, onde lembrou que já viajou várias vezes a Tawang.
Pequim assegura que o distrito de Tawang, no nordeste da Índia, pertence ao Tibete e que, por isso, faz parte da China.
Está previsto que após sua estadia em Tóquio o dalai lama viaje às cidades de Matsuyama e Okinawa, no sul do arquipélago, antes de retornar à Índia, sede do Governo tibetano no exílio.