< !--StartFragment -- >O Dalai Lama, nurse líder espiritual tibetano, nurse reiterou hoje em Nova Délhi que renunciará “se as manifestações violentas continuarem”, em referência aos protestos de tibetanos contra as autoridades chinesas.
“Deixei sempre claro que a expressão de emoções profundas deve estar sob controle. Se estão fora de controle, não temos opções. Se as manifestações violentas continuarem, renunciarei”, disse o Dalai Lama, em declarações divulgadas pela agência “PTI”.
O líder budista pediu que os tibetanos se contenham e não escolham a violência contra o povo chinês.
“Sempre respeitei a população chinesa, o comunismo chinês. Muitos dos manifestantes tibetanos são ideologicamente comunistas. Tanto dentro quanto fora da China, se nas manifestações forem utilizados métodos violentos, sou totalmente contra”, disse.
Desde 10 de março, monges budistas com apoio da população civil protagonizaram protestos no Tibete para lembrar o aniversário da fracassada rebelião tibetana contra o mandato chinês em 1959, que causou a ida ao exílio do Dalai Lama.
As recentes manifestações acabaram em distúrbios na cidade de Lhasa que causaram 19 mortes, segundo a versão oficial chinesa, mas o Governo tibetano no exílio eleva para 80 o número de vítimas em Lhasa e afirma que mais 50 morreram em províncias chinesas com forte presença tibetana.
No sábado passado, um editorial do “Diário do Povo”, porta-voz do Partido Comunista da China, pediu para “acabar decididamente com os atos de conspiração e sabotagem das forças independentistas tibetanas”.
“Devemos averiguar as intenções malvadas das forças separatistas, defender a bandeira de manter a estabilidade social, salvaguardar o sistema legal socialista e proteger os interesses fundamentais do povo”, acrescentou o editorial.
O Dalai Lama está em Nova Délhi durante esta semana para oferecer cursos de meditação e budismo.