“É praticamente impossível saber quem foi levado a bordo”, disse hoje Josef Ernst, responsável pela seção de veículos históricos da Daimler, que lembrou que a Chancelaria do III Reich e outras autoridades nazistas tinham várias unidades do mesmo modelo, assim como outros muitos automóveis.
Ernst explicou que entre 1938 e 1943 foram construídos exatamente 88 exemplares do Mercedes 770 K e sua série W-150, como o apresentado pelo comerciante de Düsseldorf, no oeste da Alemanha.
A numeração é baseada em seu motor de 7,7 litros, tem uma potência de 230 cavalos e um depósito para 195 litros de combustível.
O carro é blindado, pesa 4,8 toneladas e consome 40 litros por 100 quilômetros rodados, para alcançar uma velocidade máxima de 80 km/h devido a seu peso exagerado, disse Ernst, que comentou que um veículo assim só interessa a colecionadores “devotos”.
Ernst fez as declarações depois que o comerciante alemão de carros antigos Michael Fröhlich assegurou ter encontrado, por encomenda de um multimilionário de nacionalidade não identificada, o veículo oficial de Hitler, um Mercedes 770 K de edição limitada.
O funcionário da Daimler lembrou também que Hitler nunca teve permissão para dirigir e que o ditador nazista foi transportado em muitos veículos, talvez também no apresentado.
Fröhlich assegurou que encontrou o automóvel em “uma garagem a apenas uma hora de Düsseldorf”, no qual havia outros cinco veículos similares, um deles utilizado pelo ministro de Exteriores do III Reich, Joachim von Ribbentrop, segundo ele.
O comerciante afirmou que, durante sua busca, pôde reconstruir a trajetória feita pelo automóvel desde o final da Segunda Guerra Mundial.
Logo após o fim da guerra, o Mercedes foi parar na Áustria, depois ficou exposto no museu do automóvel do Hotel Imperial Palace, em Las Vegas (Estados Unidos), e, dali, voltou à Alemanha, onde foi adquirido por um magnata da cerveja.