Os colégios eleitorais das províncias de Suleimaniya, Erbil e Dohuk, que formam o Curdistão iraquiano, abriram suas portas às 8h locais (2h de Brasília) e devem fechar às 19h30 locais (11h30 de Brasília).
Mais de 500 candidatos de 24 partidos disputam as 111 cadeiras do Parlamento, nas segundas eleições gerais desde a queda do regime de Saddam Hussein, em 2003.
Um dos primeiros a votar, segundo a imprensa local, foi o presidente iraquiano, Jalal Talabani, secretário-geral da União Patriótica do Curdistão (UPK), um dos partidos políticos mais importantes da região.
Ao votar em uma escola da província de Suleimaniya, Talabani afirmou que o pleito de hoje “é motivo de festa para os curdos e os iraquianos. Desejo que todos exerçam seus direitos”.
Outro político que já votou foi o primeiro-ministro do Governo autônomo, Nechirvan Barzani, que em declarações a jornalistas destacou as conquistas da região autônoma nos últimos anos.
Em Washington, onde está em visita oficial, o primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, pediu aos curdos para que compareçam às urnas porque o pleito “define a imagem da democracia no Iraque unido”.
Mais de 2,5 milhões de curdos de uma população total de 4,3 milhões no Iraque poderão votar hoje. Cinco coalizões e 19 listas parlamentares disputam o pleito.
A aliança parlamentar formada entre o UPK de Talabani e o Partido Democrático Curdo (KDP) do atual presidente da região autônoma, Massoud Barzani, é a favorita à vitória eleitoral. Legendas novas, como a Plataforma da Mudança, podem surpreender.
Segundo o Conselho Superior Eleitoral, mais de 300 observadores internacionais de 22 países supervisionarão o processo eleitoral.
A segurança foi reforçada em torno dos colégios eleitorais, cujos acessos foram dotados de barreiras de concreto para evitar possíveis atentados com carros-bomba.
Cinco candidatos disputam a chefia de Estado do Curdistão iraquiano, entre eles Massoud Barzani, que foi designado pelo Parlamento eleito no pleito de 2005 – esta é a primeira vez em que a escolha se dá por voto direto.
Também concorrem ao posto Halo Ibrahim Ahmed, da UPK, e três candidatos independentes: Ahmed Mohammed Rasul, Hussein Garmiyani e Kamal Mirawidly.
Antes da queda de Saddam Hussein, o Curdistão iraquiano já havia ido às urnas nas eleições legislativas de 1992, mas os resultados de então não foram reconhecidos pelo então ditador iraquiano e nem pela comunidade internacional.
A votação de hoje ocorre em 120 colégios eleitorais no Curdistão iraquiano, além de em outros seis em Bagdá, sete na província de Ninawa e seis na de Al-Anbar, para que os curdos que vivem fora da região autônoma também possam votar.