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Mundo

Curdos do Iraque ameaçam boicotar eleições parlamentares

Arquivo Geral

17/11/2009 0h00

O Governo da região autônoma do Curdistão iraquiano ameaçou hoje boicotar as eleições gerais previstas para 21 de janeiro se não for revisado o número de cadeiras correspondentes a cada província.

“Se não houver a revisão da questão de alocação de cadeiras por província, o povo do Curdistão será obrigado a não participar das eleições”, afirmou Fouad Hussein, presidente do gabinete da Presidência do Curdistão, citado pela site do partido União Patriótica do Curdistão.

Segundo Hussein, o presidente do Curdistão iraquiano, Massoud Barzani, “insistiu na impossibilidade de aceitar a divisão de cadeiras por província baseando-se em relatórios sobre as cartilhas de raciocínio do Ministério de Comércio iraquiano”, método contemplado na lei eleitoral aprovada pelo Parlamento na semana passada.

Para Barzani, este sistema de distribuição, além de não ser lógico e nem refletir a realidade, poderia atentar contra os direitos do povo curdo e favorecer falsificações.

Segundo a lei eleitoral, o novo Parlamento iraquiano contará com uma cadeira para cada 100 mil habitantes.

As declarações foram feitas um dia depois de o vice-presidente iraquiano Tareq al-Hashemi solicitar que a representação parlamentar destinada aos iraquianos que estão fora do país aumente de 5%, como determina a lei, para 15%.

“A atual lei eleitoral infelizmente não é justa para uma ampla camada de iraquianos que vivem no estrangeiro e os que foram obrigados a abandonar o país contra sua vontade, ou seja, os refugiados no exterior”, disse Hashemi em comunicado emitido a partir de seu escritório.

Hashemi insistiu, no entanto, em que “a lei em sua forma atual não poderá ser aprovada” pelo Conselho Presidencial, que é integrado pelo presidente do país, Jalal Talabani e seus dois vice-presidentes: Tareq al-Hashemi (sunita) e Adel Abdel Mahdi (xiita).

As emendas à lei eleitoral foram aprovadas na semana passada após meses de negociações. Agora devem ser referendadas pelo Conselho Presidencial.

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