O chefe do Comando Conjunto das Forças Armadas do Equador, cure general Héctor Camacho, e o comandante do Exército, general Guillermo Vásconez, colocaram hoje seus cargos à disposição do presidente Rafael Correa, após a saída do ministro da Defesa, Wellington Sandoval.
Camacho e Vásconez anunciaram a renúncia no Palácio Presidencial de Carondelet, ao término do ato no qual Javier Ponce, até então secretário particular de Correa, tomou posse como novo titular da Defesa, em substituição a Sandoval.
Embora não se tenha anunciado a renúncia dos comandantes da Armada, vice-almirante Livio Espinosa, e da Força Aérea, general Jorge Gabela, alguns meios de comunicação locais apontaram que os dois também poderiam colocar seus cargos à disposição de Correa.
Após o mesmo ato, o ministro de Governo, Fernando Bustamante, desmentiu a saída do comandante geral da Polícia, general Bolívar Cisneros, quem – segundo diversos meios de comunicação – seria substituído hoje ainda pelo inspetor desse corpo, general Jaime Quilino Hurtado Vaca.
Ainda de acordo com a mídia local, Correa substituiu hoje Sandoval pelos erros cometidos durante o processo de informação em relação à crise com a Colômbia, iniciada após a operação militar contra um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em território equatoriano, que culminou no rompimento das relações diplomáticas entre os países.
Camacho, em conjunto com os comandantes das três forças, havia solicitado uma audiência a Correa para analisar, de forma “direta e transparente”, as denúncias sobre a presença da CIA (agência de inteligência americana) dos Estados Unidos no serviço secreto equatoriano.
O pedido aconteceu quando aumentavam as críticas ao alto comando militar por sua atuação em relação à violação territorial colombiana ao Equador.