Aliados dos Estados Unidos estão enfrentando situações desconfortáveis durante a 14a Cúpula do Movimento dos Países Não-Alinhados (MPNA), rx order dominada por inimigos dos EUA, visit this a começar pela anfitriã Cuba.
Alguns governantes que vivem às turras com Washington nos mais diferentes pontos do planeta, como Irã, Coréia do Norte, Venezuela, Bolívia, Zimbábue e Belarus, estão em Havana para a cúpula. Mas também se fazem presentes representantes de países com tratados de aliança com os EUA, como Tailândia e Filipinas, ou que se aproximaram de Washington depois dos atentados de 11 de setembro de 2001, como Paquistão e Indonésia.
Diante dos outdoors que comparam o presidente norte-americano, George W. Bush, a Hitler e da retórica antiimperialista típica dos anos 1960, como reagem os amigos dos EUA? "Muitas delegações aqui estão enfrentando justamente esse dilema", disse um diplomata de um país do Sudeste Asiático com boas relações com os norte-americanos.
A Índia, cujo primeiro-ministro fundador, Jawaharlal Nehru, cunhou o termo "não-alinhados" e ajudou a criar o MPNA, estabeleceu no ano passado uma relação sem precedentes com Washington. Desta vez, os indianos chegaram a Cuba na qualidade de doadores de ajuda.
Inaugurando um centro de informática construído com verbas indianas na periferia de Havana, o vice-chanceler Anand Sharma disse aos anfitriões que Fidel Castro é "um nome da casa na Índia", mas seu discurso salientou a educação.
As autoridades paquistanesas não quiseram comentar eventuais contradições entre a amizade do presidente Pervez Musharraf com os EUA e sua participação na cúpula "antiamericana" de Havana.
Alguns líderes se vêem numa encruzilhada entre a necessidade de ter boas relações com os EUA, o que traz vantagens econômicas e de segurança, e o sentimento antiamericano de suas populações. Segundo analistas, eles podem se beneficiar por aparecerem em um canto hostil no "quintal" dos EUA.
"Sabendo a posição dos EUA sobre as reuniões em Havana, Musharraf mostra em seu país que de fato tem alguma independência em relação aos Estados Unidos", disse Marvin Weinbaum, ex-funcionário de inteligência dos EUA e pesquisador do Instituto do Oriente Médio.
Questionado nesta semana sobre o tom antiamericano previsto para a cúpula de Havana, o porta-voz do Departamento de Estado, Sean McCormack, afirmou apenas que há vários amigos dos EUA presentes em Havana e que a reunião "tem suas origens em outra era", uma alusão à Guerra Fria, quando o MPNA foi fundado por países do Terceiro Mundo que rejeitavam a hegemonia dividida entre Estados Unidos e União Soviética naquela época.