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Mundo

Cúpula da Alba em Havana pode ter presença de Fidel Castro

Arquivo Geral

11/12/2009 0h00

A possível reaparição do líder cubano Fidel Castro, a crise política em Honduras e a política dos EUA para a América Latina serão neste fim de semana alguns dos maiores destaques da cúpula da Aliança Bolivariana para as Américas (Alba).

A reunião do bloco criado em 2004 por Venezuela e Cuba, ao qual se juntaram depois Bolívia, Nicarágua, Equador, Honduras e alguns países caribenhos, começou hoje em Havana com reuniões de diplomatas e funcionários que redigem minutas de acordos que no final serão debatidos e assinados pelos governantes.

Na agenda do evento também estão o “relançamento” da Alba e a mudança climática, assim como assuntos sociais e de integração regional, declarou hoje à Agência Efe na capital cubana o vice-chanceler venezuelano, Francisco Arias Cárdenas.

Os fundadores do bloco, Fidel Castro e o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, atacam Obama porque, segundo eles, Washington esteve por trás do golpe que derrubou Manuel Zelaya da presidência de Honduras, e depois foi brando com o líder de fato, Roberto Micheletti, além de ter dado respaldo às recentes eleições presidenciais do país.

A respeito, Arias Cárdenas denunciou “a nova modalidade de atacar governos democráticos e construir processos artificiais de eleições para a permanência dos velhos esquemas e para frear as mudanças”.

Os líderes da Alba também criticam o recente acordo para que tropas dos Estados Unidos utilizem bases militares colombianas, o que qualificaram como “agressão” à Venezuela e a toda a América Latina.

A respeito de uma reaparição em público de Fidel Castro, de 83 anos, após três anos e meio de ausência pela doença que o obrigou a ceder o poder a seu irmão mais novo, Raúl, tanto Chávez como o líder boliviano, Evo Morales, levantaram a possibilidade.

“Ninguém deverá faltar, nem mesmo Fidel, porque é o pai da Alba”, disse o presidente venezuelano em 17 de outubro na cidade de Cochabamba (Bolívia), onde aconteceu a quarta reunião de governantes do grupo em 2009.

Chávez garantiu no domingo passado que a reunião deste fim de semana em Havana “será muito importante” e acrescentou que, “além disso, Fidel e Raúl estarão presentes”.

Por sua vez, Morales afirmou no último dia 8, em entrevista coletiva, que o “grande desejo” dos aliados “é que Fidel participe” desta cúpula. “Ele está muito bem” de saúde, disse.

Já o embaixador de Cuba em La Paz, Rafael Dausá, não confirmou a presença de Fidel no encontro, embora tenha dito que “sua recuperação é incrível”.

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