Apenas 11 dos 22 chefes de Estado da Liga Árabe estão presentes na capital Síria para participar das reuniões sobre os principais temas que preocupam o mundo árabe: a crise libanesa, a paz no Oriente Médio, a segurança no Iraque, o diálogo palestino e a situação na região sudanesa de Darfur.
Está previsto que na primeira sessão da Cúpula, uma vez que a Síria assuma a Presidência rotativa da Liga, o secretário-geral da organização, Amre Moussa, apresente aos dirigentes um documento sobre as relações entre os países árabes e a estratégia necessária para resolver as diferentes crises entre eles.
Alguns observadores árabes em Damasco prevêem que este assunto dominará as conversas dos chefes de Estado, tal como ocorreu na quarta-feira durante as reuniões preparatórias dos ministros de Exteriores, nas quais o restante das questões passou para segundo plano.
No entanto, também não há expectativas de que os líderes tratem este assunto com profundidade.
Não se prevê que questões como a libanesa ou o diálogo palestino progridam.
O Líbano, sem presidente desde novembro, decidiu boicotar a cúpula, já que seu Governo acusa Damasco pela estagnação da crise institucional e política vivida no país.
Além disso, a ausência do presidente iemenita, Ali Abdala Saleh, dificulta o diálogo palestino, já que na semana passada as facções palestinas decidissem retomá-lo sobre a base de uma iniciativa apadrinhada pelo líder iemenita.
Abdala Saleh tinha previsto apresentar aos participantes sua iniciativa para que fosse aprovada.