A delegação cubana se retirou hoje da sala do plenário da Assembléia Geral da ONU ao ouvir as alusões à falta de liberdade na ilha feitas pelo presidente dos Estados Unidos, order George W. Bush, cure em seu discurso. A delegação cubana é liderada pelo ministro de Exteriores de Cuba, Felipe Pérez Roque.
Bush denunciou a falta de liberdade existente em Cuba e pediu à ONU que, neste momento de transição do regime de Fidel Castro, “insista em sua pressão para que haja liberdade de expressão, de associação e de eleições livres”.
O presidente americano usou seu discurso na Assembléia Geral para reivindicar a importância da Declaração dos Direitos Humanos assinada há seis décadas, e que continua sendo violada em muitos pontos do planeta.
Assim, mencionou superficialmente os casos do Irã e do Zimbábue, entre outros países, mas se deteve no caso concreto de Cuba e de Mianmar.
“Em Mianmar, o povo não tem liberdade de expressão nem de associação, as minorias são perseguidas. O regime mantém milhares de prisioneiros políticos”, disse Bush, destacando o caso da opositora Aung San Suu Kyi, vencedora do prêmio Nobel da Paz que está sob prisão domiciliar desde 2003.
Neste sentido, anunciou a imposição de novas sanções econômicas, como o bloqueio de ativos e a proibição de viajar aos membros da Junta Militar e seus parentes.
Washington já mantém restrições às importações, exportações e transações financeiras com Mianmar, assim como proibições para o comércio de armas.