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Mundo

Cubano injustamente implicado em tiroteio nega acusações de Havana

Morador de Miami diz que governo cubano incluiu seu nome equivocadamente em lista de envolvidos em confronto marítimo

Redação Jornal de Brasília

27/02/2026 14h04

Foto: Adalberto Roque / AFP

Foto: Adalberto Roque / AFP

Roberto Azcorra Consuegra estava trabalhando em Miami, na Flórida, quando recebeu uma notícia difícil de acreditar: autoridades cubanas afirmavam que ele estava a bordo do barco americano envolvido no tiroteio de quarta-feira com a Guarda Costeira da ilha.

Horas depois, o governo cubano reconheceu que o havia incluído por engano na lista de 10 envolvidos no incidente, no qual quatro tripulantes foram mortos por forças cubanas. Mas afirmou que Azcorra Consuegra, que deixou Cuba em 2017, é conhecido “por seu histórico de envolvimento em ações e intenções violentas contra Cuba”.

Em frente ao restaurante Versailles, ponto de encontro da diáspora cubana em Miami, o ativista de 31 anos refutou as acusações na noite de quinta-feira. “O que fizeram é muito perigoso, colocar meu nome na lista e me acusar de estar em Cuba”, disse ele à AFP.

Azcorra Consuegra afirmou que conheceu a maioria dos envolvidos em manifestações, almoços e reuniões de ativistas na Flórida opositores ao governo da ilha. Ele está preocupado com o que pode acontecer com seus familiares na ilha e suspeita que autoridades cubanas tenham um informante entre os membros da oposição em Miami.

O procurador-geral da Flórida, James Uthmeier, anunciou a abertura de uma investigação judicial sobre o incidente porque, segundo ele, “o governo cubano não é confiável”.

As tensões entre Washington e Havana se intensificaram nas últimas semanas, em meio ao embargo de petróleo imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

AFP

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