O governo cubano declarou que não se deixará intimidar pelas ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de tomar o controle da ilha ‘quase de imediato’.
O ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez, reagiu nas redes sociais às declarações de Trump, feitas na sexta-feira (30), classificando-as como uma ‘nova ameaça clara e direta de agressão militar’. Rodríguez destacou a resposta massiva do povo cubano em apoio à Revolução durante as celebrações do 1º de Maio, enfatizando a defesa da soberania nacional.
Trump mencionou que pretende concluir ações no Irã antes de deslocar o porta-aviões USS Abraham Lincoln para o mar do Caribe. O ministro cubano acusou o presidente americano de buscar apoio da comunidade cubano-americana na Flórida, motivado por interesses eleitorais e financeiros.
Na sexta-feira, a administração Trump reforçou sanções contra setores centrais da economia cubana, incluindo energia, defesa, mineração e serviços financeiros. A nova ordem executiva prevê o bloqueio total de ativos nos EUA para pessoas ou empresas que operem nesses setores ou façam negócios com o governo cubano.
Esta semana, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, acusou Cuba de permitir a presença de serviços de inteligência de ‘adversários’ dos Estados Unidos em seu território, afirmando que a administração não tolerará a situação.
O Senado dos EUA rejeitou, na terça-feira (28), uma proposta democrata para limitar possíveis operações militares ordenadas por Trump contra Havana.
Desde janeiro, os EUA intensificaram a pressão sobre Cuba com um bloqueio petrolífero, enquanto Trump sugeriu em várias ocasiões a necessidade de uma mudança de regime na ilha. As celebrações do 1º de Maio foram transformadas em uma demonstração de apoio ao regime, com foco na independência perante as pressões americanas.