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Mundo

Cuba recebe 14 toneladas de ajuda humanitária contra sanções dos EUA

Comboio internacional entrega alimentos, medicamentos e itens essenciais em Havana para contornar restrições americanas em meio a crise econômica.

Redação Jornal de Brasília

25/03/2026 7h50

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Foto por YAMIL LAGE / AFP

Cuba recebeu, nessa terça-feira, 14 toneladas de ajuda humanitária proveniente do Comboio Nuestra America, uma iniciativa internacional organizada por ativistas globais para driblar as sanções impostas pelos Estados Unidos, que restringem remessas de combustível e outros produtos à ilha.

O carregamento chegou a bordo de um pequeno navio que partiu na semana passada do Porto de Progreso, no México, e atracou no porto de Havana. A carga inclui alimentos, medicamentos, painéis solares e bicicletas, entregues às autoridades cubanas. Essa é a primeira de três embarcações em uma flotilha de ajuda; os outros dois navios devem chegar em breve.

A entrega complementa seis toneladas de mercadorias transportadas por ativistas na semana passada, quando as doações para hospitais foram destacadas na televisão estatal cubana. Na ocasião, o presidente Miguel Díaz-Canel recebeu membros do comboio no palácio presidencial, incluindo o ex-líder trabalhista britânico Jeremy Corbyn.

A coalizão Nuestra America reúne cerca de 300 organizações de mais de 30 países, abrangendo grupos não governamentais, sindicatos, partidos políticos e parlamentares. “É apenas um primeiro passo. Muito mais apoio virá em seguida”, afirmou o ativista brasileiro Thiago Ávila, que participou da viagem do México, após o desembarque.

A chegada do navio, que sofreu atrasos devido ao mau tempo no Caribe, representa um gesto simbólico em um país que enfrenta uma crise econômica quase catastrófica, afetando transporte, saúde e geração de eletricidade. As sanções do governo Trump cortaram o fornecimento de combustível a Cuba e ameaçaram impor tarifas a nações que fornecem petróleo à ilha.

Essa demonstração de solidariedade ocorre logo após a Costa Rica se juntar ao Equador no rompimento das relações diplomáticas com Cuba, um revés para o país que historicamente promove laços internacionais.

O barco, originalmente chamado Maguro, foi rebatizado pela tripulação como Granma 2, em homenagem ao iate usado por Fidel Castro em 1956 para iniciar a revolução contra a ditadura de Fulgencio Batista.

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