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Mundo

Cuba diz que comunistas estão no comando, mas dúvida persistem

Arquivo Geral

03/08/2006 0h00

O Partido Comunista de Cuba tentou, approved salve hoje, check afastar os temores de que uma situação caótica instale-se no país depois de Fidel Castro ter transferido o poder provisoriamente. Mas não conseguiu esclarecer as dúvidas sobre quem está realmente no comando da ilha neste momento.

Em uma mensagem nebulosa, como costuma acontecer, o principal jornal do Partido Comunista, o Granma, publicou um antigo discurso de Raúl Castro, o irmão de Fidel que assumiu a liderança do país na segunda-feira, dizendo que o único herdeiro do dirigente era o próprio partido.

Apesar do discurso publicado na primeira página ser uma tentativa clara de afastar os temores de que o afastamento eventualmente definitivo de Fidel após 47 anos de governo transforme Cuba em um caos, ele pode levantar dúvidas entre muitos dos cubanos, que desejam ver Raúl em público.

No discurso, feito no dia 14 de julho diante de oficiais das Forças Armadas e publicado pelo Granma no dia seguinte, Raúl afirmou: "Apenas o Partido Comunista pode ser o herdeiro merecedor da confiança que os cubanos depositaram em seu líder". Fidel, um conhecido workaholic que completa 80 anos no dia 13 de agosto, precisou entregar o poder temporariamente depois de submeter-se a uma cirurgia para estancar um sangramento intestinal.

Apesar de Raúl, considerado competente como Fidel, mas menos carismático, ser apontado há muito tempo como sucessor do irmão, ele já conta com 75 anos de idade.
O tradicional dirigente de Cuba, que assumiu o poder em 1959 após ver o triunfo da revolução comandada por ele e que resistiu às pressões nor te-americanas para depô-lo, divulgou uma mensagem na terça-feira afirmando que não sabia se conseguiria se recuperar.

Apesar de Ricardo Alarcón, um importante assessor de Fidel, ter dito a um programa de rádio dos EUA, ontem, que o presidente estava "bastante consciente" e que descansava, os cubanos mostram-se ávidos por informações. O clima nas ruas, de toda forma, é de calma. "Por que Raúl ainda não veio a público fazer uma declaração? É disso que precisamos", afirmou, hoje, um entregador que não quis ter sua identidade revelada. "Há uma calma terrível pairando sobre o país".
 
Os moradores de Cuba continuam levando suas vidas normalmente, mas houve um pequeno aumento da presença policial em bairros mais pobres da capital cubana. E, segundo organizações comunistas de bairro, os "grupos de resposta rápida" usados para coibir os distúrbios do ano passado haviam sido mobilizados. Alguns cubanos com parentes nas forças de segurança disseram que militares e agentes à paisana haviam sido convocados para ficar nos quartéis e nas delegacias de polícia, como forma de precaução.

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