Menu
Mundo

Cuba denuncia campanha internacional contra o país

Arquivo Geral

03/03/2010 13h37

O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, disse hoje que há uma campanha internacional contra seu país na qual “mercenários são apresentados como patriotas” e “agentes pagos pelos Estados Unidos, como dissidentes”.

Em discurso no Conselho de Direitos Humanos da ONU, o ministro cubano se referiu ao caso do dissidente Orlando Zapata Tamayo, que morreu há uma semana após dois meses e meio em greve de fome para que fosse reconhecido como “preso de consciência”.

Sem citar nomes, Parrilla sustentou que uma “poderosa maquinaria não hesita em usar um detento condenado por crimes comuns e apresentá-lo como um lutador dos direitos humanos”.

Em seu discurso, o ministro acusou os EUA de terem lançado essa pessoa “à morte para obter ganhos políticos” e disse que foi “outra vítima da política subversiva dos EUA contra Cuba”.

Parrilla também assegurou que o dissidente recebeu “esmerados cuidados médicos” antes de morrer.

A morte de Zapata, que tinha 42 anos, causou comoção internacional e levou diversos Governos a pedir ao regime cubano para que liberte os cerca de 200 presos políticos do país.

O chanceler cubano sustentou que desde 1959, quando Fidel Castro tomou o poder na ilha, “nunca houve um caso de tortura, desaparecimento ou execução extrajudicial”, algo que o próprio Fidel disse em um artigo publicado na imprensa oficial cubana há dois dias.

De forma mais geral, Parrilla disse que os direitos humanos são o âmbito em que “os países industrializados” causaram “mais estragos por meio da manipulação ideológica” e da “hipocrisia política”.

“Aqueles que questionam são os responsáveis diretos das mais flagrantes violações dos direitos humanos”, disse em seu discurso no Conselho de Direitos Humanos da ONU.

Mencionou, nesse sentido, as mortes violentas registradas entre a população civil do Afeganistão e do Iraque desde que os EUA e outros países intervieram militarmente nesses países.

Além disso, Parrilla criticou a falta de respostas diante dos casos de tortura na prisão iraquiana de Abu Ghraib, na afegã de Bagram e na de Guantánamo, em Cuba, todas elas controladas pelas forças americanas quando esses casos ocorreram.

“Quem responderá pelas brutalidades de Abu Ghraib, Bagram e Guantánamo e outros centros de tortura e morte, quando os culpados serão julgados e se porá fim a impunidade?”, perguntou.

Além disso, o ministro cubano reivindicou que os países europeus respondam pelos “voos e centros de detenção secretos”, assim como por sua “cumplicidade em torturas”.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado