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Cuba: Decisão da ONU de eliminar relator de direitos humanos foi uma vitória

Arquivo Geral

17/11/2007 0h00


Cuba qualificou hoje de “golpe demolidor” e “vitória histórica” a decisão da Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) de eliminar o mandato de uma resolução que previa a nomeação de um relator especial para o país em matéria de direitos humanos.

“A decisão constitui um golpe demolidor aos desígnios imperiais da administração do presidente dos Estados Unidos, website like this George W. Bush, contra Cuba”, afirma uma declaração do Ministério das Relações Exteriores da ilha publicada este sábado no jornal oficial Granma.

Na sexta-feira, a Comissão de Assuntos Sociais e Humanitários da Assembléia Geral da ONU aprovou por 168 votos a favor e sete contra – EUA, Israel, Canadá, Austrália, as Ilhas Marshall, Palau e Micronésia – o projeto de resolução apresentado por Cuba.

O projeto, apresentado em nome do Movimento de Países Não-Alinhados, aprova o acordo de construção institucional do Conselho de Direitos Humanos e a anulação da relatoria especial para a ilha.

A declaração da chancelaria cubana considera que esta decisão “consolida a vitória de Cuba em seu confronto tenaz com a manipulação na questão dos direitos humanos”, e que reafirma, “mais uma vez, o isolamento internacional da política do governo americano contra Cuba”.

A nota lembra que, em junho deste ano, o Conselho de Direitos Humanos decidiu submeter à avaliação da Assembléia da ONU um documento que recomendava a eliminação do mandato contra Cuba que, “ano após ano, durante duas décadas, o Governo dos EUA fez aprovar mediante a chantagem, a ameaça e a coação”.

“A menos de um mês da contundente rejeição, pela própria Assembléia Geral das Nações Unidas, do bloqueio contra Cuba, esta é uma vitória histórica”, acrescentou.

“As Nações Unidas reconheceram a razão e a legitimidade dos argumentos que defendemos ao longo de tantos anos para enfrentar em Genebra o caráter politizado, seletivo e discriminatório das ações de Washington”, ressalta o texto.

“Sabemos que o governo americano não retrocederá em suas tentativas de manipular o tema dos direitos humanos, a fim de justificar sua política de guerra econômica e agressões contra Cuba. Mas esses empenhos estão condenados ao fracasso”, acrescentou o documento.


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