O vice-presidente do Conselho de Ministros e titular de Economia e Planejamento, Marino Murillo, explicou que Cuba não pode “gastar mais combustível na geração de eletricidade”, segundo a imprensa local.
A imprensa oficial qualifica de muito grave a crise econômica, e o diário Granma, porta-voz do governante Partido Comunista, anunciou hoje que a situação é de “economia ou morte”, parodiando o lema do ex-presidente Fidel Castro “pátria ou morte”.
“A medida extrema será a volta do apagão. E a medida que pedimos é a redução do consumo para que evitemos o apagão”, disse Murillo.
O ministro acrescentou que o setor estatal, que consome mais da metade da eletricidade da ilha, deverá reduzir em 12% o consumo, porque a despesa já chegou a US$ 90 milhões.
O vice-ministro de Economia e Planejamento, Julio Vázquez, advertiu no último dia 15 sobre a necessidade de “um uso mais racional da energia, para evitar a implantação de medidas mais drásticas, como o blecaute”, que “já tem um plano de horários programado”.
Os cubanos sofreram vários períodos prolongados de apagão nos últimos anos, em alguns casos de até dez horas por dia, especialmente após a queda do bloco soviético, que era o principal fornecedor do único Estado comunista da América.