O Governo e a imprensa oficial de Cuba guardam total silêncio até agora sobre as revelações feitas em Miami por Juanita Castro, irmã do atual presidente, Raúl Castro, e de seu antecessor, Fidel Castro, de que trabalhou para a espionagem dos Estados Unidos.
Nenhum veículo de imprensa cubano publicou, mencionou ou comentou em nenhum sentido, até agora, as declarações da irmã mais nova dos governantes cubanos, que confessou ter começado a trabalhar para a CIA (agência de inteligência americana) quando começaram os fuzilamentos após a Revolução Cubana de 1959.
Em entrevista concedida à Agência Efe em Miami, Juanita Castro pediu hoje que seu irmão Raúl empreenda a transição rumo à democracia porque, após 50 anos de Governo comunista, está provado que o “processo é um fracasso”.
“Tomara que (Raúl) seja o instrumento para que se produza a transição em Cuba. Talvez ele seja a pessoa indicada para conseguir que haja em Cuba liberdade, democracia, que não existam mais presos políticos. Não podem continuar eternamente no poder”, disse a irmã de Fidel e Raúl Castro.