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Mundo

Cuba condena cinco pessoas por tentativa de seqüestro de avião

Arquivo Geral

19/09/2007 0h00

A Comissão Nacional de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional de Cuba informou hoje que quatro militares e um civil foram condenados a penas de 15 anos em regime fechado e prisão perpétua pela tentativa de seqüestro de um avião em Havana, approved em maio.

Dois jovens militares seqüestraram um ônibus com passageiros no dia 3 de maio e entraram no terminal do aeroporto José Martí de Havana para tentar se apoderar de um avião comercial, em um incidente que terminou com a morte de um oficial cubano e a detenção dos dois agressores.

Os jovens tinham fugido com armamento em 29 de abril supostamente junto com outros dois recrutas de uma unidade militar dos arredores de Havana, após assassinar uma sentinela e deixar outro soldado ferido.

De acordo com a comissão, o Tribunal Militar do Ocidente condenou à prisão perpétua os sargentos Yoan Torres, de 21 anos, e Leandro Cerezo, de 20, enquanto o sargento Karel de Miranda, de 19, e o cabo Alain Forbes, de 20, foram condenados a penas de 30 e 25 anos de prisão, respectivamente.

Além disso, o civil Ridel Lescaylle, de 31 anos, terá que cumprir 15 anos de prisão.

As sentenças foram ditadas pelo tribunal na semana passada, embora o julgamento tenha ocorrido entre os dias 24 e 26 de agosto, segundo a organização de Direitos Humanos.

O presidente da comissão, Elizardo Sánchez, disse à agência Efe que recebeu a informação por meio de dois advogados defensores e que tive acesso a sentença, de 32 páginas.

“A organização considera como algo positivo que não se aplique a pena de morte por fuzilamento ao sargento Yoan Torres, o único dos militares que tinha 21 anos de idade, limite mínimo para a aplicação da punição em Cuba”, afirmou a comissão no comunicado.

Além disso, a organização destaca que “sentenças parecidas” foram ditadas há dois meses contra outros três jovens militares que em dezembro de 2006 protagonizaram uma insubordinação, mataram dois oficiais do Ministério do Interior em Santiago de Cuba e escaparam de sua unidade militar fortemente armados.

“Isto quer dizer que a moratória de fato, iniciada em março de 2003, quanto ao reatamento dos fuzilamentos continua em vigor até hoje”, acrescenta.

Em abril de 2003, três seqüestradores foram condenados a morte após reter uma pequena embarcação de passageiros no porto de Havana, sem deixar feridos.

A comissão pediu que a Comunidade Internacional “encoraje” o Governo de Cuba a modificar as condenações de fuzilamento impostas a cerca de 40 pessoas que esperam no corredor da morte e que o país estabeleça a abolição da pena de morte.

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