Quase 20 detidos foram libertados nesta sexta-feira (3) em uma prisão de Havana, constataram jornalistas da AFP, um dia depois do anúncio do governo de um indulto a 2.010 presos como “gesto humanitário” por ocasião da Semana Santa.
Os libertados se abraçaram e choraram com familiares que os esperavam do lado de fora da prisão de La Lima, no leste de Havana. “Graças ao papa”, gritaram alguns deles, que também se benzeram.
Esta é a segunda medida do tipo em menos de um mês. O governo anunciou em 12 de março a libertação antecipada de 51 prisioneiros como demonstração de “boa vontade” em relação ao Vaticano, mediador histórico entre Havana e Washington.
“Obrigado por esta oportunidade que nos deram”, declarou Albis Gaínza, de 46 anos, que foi condenado a seis anos de prisão por roubo e cumpriu metade da pena.
O governo cubano não divulgou os nomes dos indultados nem especificou os crimes abrangidos pelo indulto, mas ressaltou que as libertações levam em conta o tipo de crime, a conduta na prisão, motivos de saúde e o tempo já cumprido.
Entre os beneficiados há “jovens, mulheres, adultos com mais de 60 anos”, assim como “estrangeiros e cidadãos cubanos residentes no exterior”, segundo o texto do indulto.
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