A delegação de Cuba afirmou hoje que sua saída do plenário da Assembléia Geral da ONU foi um “sinal de profunda rejeição” diante das palavras do presidente dos Estados Unidos, cialis 40mg George W. Bush, sobre a situação das liberdades na ilha e em outras nações.
“Bush é um criminoso e não tem autoridade moral, nem credibilidade para julgar nenhum outro país”, afirmou hoje uma declaração da delegação cubana.
Cuba está representada no debate da 62ª Assembléia Geral da ONU pelo ministro das Relações Exteriores cubano, Felipe Pérez Roque.
A delegação cubana saiu hoje da sala do plenário da Assembléia ao ouvir as alusões à falta de liberdades na ilha feitas por Bush em seu discurso.
Em seu discurso, o líder americano pediu à ONU que, neste momento de transição do regime de Fidel Castro, “insista em sua pressão para que haja liberdade de expressão, de associação”, assim como a realização de “eleições livres”.
O líder dos EUA, que usou seu discurso no fórum multilateral para reivindicar a importância da Declaração dos Direitos Humanos assinada há seis décadas, mencionou também outros países, como Irã, Zimbábue e Mianmar, contra o que Washington já anunciou que aplicará novas sanções.
Neste sentido, Bush anunciou a imposição de novas sanções econômicas a Mianmar, como o bloqueio de ativos e a proibição de viajar aos membros da Junta Militar e seus parentes.
A declaração da delegação cubana afirma que sua retirada hoje do plenário da Assembléia Geral da ONU foi “em sinal de profunda rejeição ao discurso arrogante e medíocre do presidente Bush”.
“Bush é responsável pelo assassinato de mais de 600.000 civis no Iraque, autorizou a tortura de prisioneiros na base naval de Guantánamo e o seqüestro de pessoas, vôos clandestinos e prisões secretas”, acrescentaram as autoridades cubanas.
Além disso, consideraram o líder americano “um criminoso, e não tem nem autoridade moral, nem credibilidade para julgar nenhum outro país. Cuba condena e rejeita cada letra de seu infame discurso”, afirmaram.