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Mundo

Cuba acusa EUA de ‘extorquir’ países da América Latina para sufocar sua economia

Chanceler afirma que ações buscam sufocar economia cubana após cancelamento de cooperação em países da região

Redação Jornal de Brasília

09/04/2026 13h27

Foto: Adalberto ROQUE / AFP

Foto: Adalberto ROQUE / AFP

O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, acusou o governo dos Estados Unidos, nesta quinta-feira (9), de pressionar e “extorquir” países da região para que cancelem seus acordos de cooperação médica com Havana, uma prática que visa “sufocar” a economia da ilha.

Guatemala, Honduras, Jamaica e Guiana já encerraram esses pactos desde o início do ano. Os acordos permitiam o envio de médicos cubanos, em alguns casos por mais de 25 anos. Segundo dados oficiais, cerca de 24 mil médicos e outros profissionais de saúde cubanos atuavam em 56 países em 2025.

“O governo dos EUA está perseguindo, pressionando e extorquindo outros governos para que encerrem a presença das Brigadas Médicas Cubanas em diversos países, sob pretextos falsos”, declarou Rodríguez no X.

O chefe da diplomacia cubana destacou que “os objetivos do governo americano e a campanha diplomático-midiática que desenvolve são continuar cercando a economia cubana e cortar fontes de receita legítimas para asfixiar o povo de Cuba”.

O pronunciamento de Rodríguez ocorre dois dias depois de a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), publicar, na terça-feira, um relatório denunciando graves violações dos direitos humanos nestes programas, como retenções de salário dos participantes, ameaças de penas de prisão de até oito anos para aqueles que os abandonarem ou o confisco de seus passaportes.

Rodríguez insistiu que as brigadas médicas de seu país “cumprem trabalhos solidários em locais de difícil acesso; ajudam no desenvolvimento de sistemas de saúde com recursos humanos experientes; e seu pessoal é contratado de forma voluntária, legal e soberana”, segundo as normas internacionais.

O envio das brigadas médicas ao exterior constitui a principal fonte de receita da ilha comunista, com 7 bilhões de dólares em 2025 (aproximadamente R$ 38,5 bilhões, em cotação da época), segundo números oficiais.

AFP

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