Cuba aceitou retomar as conversas sobre imigração com os Estados Unidos, visit suspensas desde 2003, e também os contatos sobre o serviço postal entre os dois países, que não funciona há décadas, afirmou hoje um funcionário do Departamento de Estado americano.
O Governo cubano comunicou sua decisão ontem, depois que o Governo de Barack Obama apresentou as propostas como uma forma de melhorar as relações com o regime comunista da ilha.
O funcionário do Departamento de Estado, que falou com a imprensa antes de a secretária de Estado, Hillary Clinton, viajar para El Salvador e Honduras, classificou a reação cubana como “um passo à frente muito positivo”.
Na mensagem que enviou a Washington, o Governo cubano também disse estar interessado em falar sobre uma eventual cooperação na luta contra o terrorismo e o narcotráfico, e sobre mecanismos de resposta a desastres naturais, revelou o funcionário, que pediu para não ser identificado.
A iniciativa americana se enquadra nas tentativas do Governo de Obama de estabelecer canais de comunicação com Cuba, disse à Agência Efe outra fonte do Departamento de Estado.
“Haverá um diálogo aberto tão logo haja mudanças em relação aos direitos humanos e movimentos rumo à democracia” em Cuba, afirmou.
Por enquanto, as conversas se limitarão, principalmente, a garantir uma “migração segura, legal e ordenada” de Cuba para os Estados Unidos.
Os contatos sobre imigração foram iniciados durante o Governo de Bill Clinton, para evitar que milhares de cubanos tentassem atravessar o Caribe para chegar à Flórida, como ocorreu em 1980 e em 1994.
Porém, Bush suspendeu estas conversas em 2003, seguindo a política de isolamento e de endurecimento do embargo que adotou para a ilha.