Menu
Mundo

CS da ONU pede à guerrilha tâmil que deponha armas no Sri Lanka

Arquivo Geral

22/04/2009 0h00

O Conselho de Segurança (CS) da ONU exigiu hoje à guerrilha Tigres de Libertação da Pátria Tâmil (LTTE) que deponha as armas, order renuncie ao terrorismo e concorde em pôr fim ao violento conflito vivido no Sri Lanka.

“Pedimos aos LTTE que deponham imediatamente as armas, renunciem ao terrorismo e permitam que a ONU retirem a população civil, e que se unam a um processo político que coloque fim ao conflito”, disse o presidente de turno do Conselho de Segurança, o embaixador mexicano Claude Heller, ao sair de uma reunião do órgão.

Os 15 membros do Conselho também pediram ao Governo cingalês que permita o acesso das organizações humanitárias aos deslocados, que, nos últimos três dias, conseguiram deixar a região dos combates, afirmou.

Heller expressou a profunda preocupação do Conselho com a situação humanitária vivida na região do norte do Sri Lanka, onde o Exército encurralou a guerrilha tâmil.

“Os membros do Conselho de Segurança pedem às partes, incluindo o Governo do Sri Lanka, para respeitar suas obrigações sob o direito internacional e permitir o acesso aos afetados pelos combates”, disse o embaixador mexicano.

O presidente do CS acrescentou que o principal órgão da ONU “condena com firmeza o LTTE, uma organização terrorista, pelo uso de civis como escudos humanos e por não permitir a saída da região de combate”.

Heller expressou a posição do Conselho de Segurança depois que os membros do órgão realizaram uma reunião sobre a situação no Sri Lanka de caráter informal, porque o conflito na ilha não faz parte da agenda oficial do organismo.

Rússia e China apoiam o argumento do Governo cingalês de que a guerra interna no país não representa uma ameaça à paz e à segurança internacionais.

No encontro de hoje, o Conselho foi informado por Vijay Nambiar, chefe de gabinete do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, sobre as tentativas do organismo de socorrer as vítimas do conflito.

Após a reunião, o CS da ONU ressaltou o firme apoio às gestões do secretário-geral, a importância do papel da organização para ajudar as vítimas do conflito e a necessidade de o Governo cingalês apoiar o trabalho do organismo.

Nesse mesmo sentido, a embaixadora dos EUA perante a ONU, Susan Rice, disse que o Governo está “consternado”, porque os civis que conseguiram fugir do reduto controlado pelos LTTE não receberam uma ajuda adequada, devido às restrições impostas por Colombo aos organismos humanitários e a imprensa internacional.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado