O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) na Colômbia “não faz parte” da missão humanitária autorizada nesta terça-feira pelo Governo colombiano ao presidente da França, and Nicolas Sarkozy, para atender os reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
A revelação foi feita à Agência Efe por um porta-voz da entidade em Bogotá.
O presidente colombiano, Álvaro Uribe, revelou hoje que se comprometeu com Sarkozy a permitir a operação humanitária internacional que dará assistência aos seqüestrados pelas Farc que estejam doentes, principalmente a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt.
“O senhor presidente Sarkozy me expressou que está movendo uma missão humanitária para atender os seqüestrados, começando pela saúde de Ingrid Betancourt. A operação médica, além disso, seria acompanhada pela Cruz Vermelha Internacional”, afirmou Uribe.
O governante colombiano acrescentou que, uma vez que se saibam as coordenadas da localização dos seqüestrados, “o Exército suspenderá as operações militares na área para garantir a segurança” da missão humanitária.
A fonte do CICV em Bogotá, porém, afirmou que o organismo não faz parte dessa missão e que, para isso, é preciso “que as duas partes” o peçam, mas indicou que até agora “não foi recebida qualquer solicitação formal”.
Diferentes versões jornalísticas e de alguns altos funcionários colombianos, como o defensor público, Vólmar Pérez, asseguraram na última semana que o estado de saúde de Betancourt “é muito delicado”.
A ex-candidata presidencial faz parte de um grupo de 40 reféns, entre soldados, policiais, políticos e três americanos, que as Farc pretendem trocar por 500 guerrilheiros presos.