Segundo os dados mais recentes do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), 70% dos edifícios em muitas áreas da capital do Haiti, Porto Príncipe, ficaram destruídos por causa do terremoto que assolou o país caribenho.
“As possibilidades de encontrar mais sobreviventes continuam diminuindo. Em cerca de 15 áreas da cidade, os danos são muito graves, com pelo menos 70% dos edifícios destruídos”, afirmou o organismo humanitário, em comunicado.
O CICV afirma que milhares de vítimas do tremor tiveram que passar a terceira noite ao relento, e que “as pessoas acamparam em torno de 40 pontos de concentração espalhados pela cidade, assustados demais para dormir dentro dos edifícios, por temerem desabamentos”.
A Cruz Vermelha afirma que a maioria dos hospitais e estruturas médicas que funcionam está no limite, com falta de médico ou enfermeiros para atender à contínua chegada de feridos.
“Outros hospitais estão cheios e não conseguem receber mais pacientes”, acrescenta.
Os hospitais, assim como a cidade em si, foram muito afetados pelos cortes no abastecimento de água.
Após a visita do pessoal do CICV à principal prisão de Porto Príncipe, que ficou completamente destruída, foi possível constatar que os 4 mil detentos fugiram.
O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 de Brasília da terça-feira e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe, a capital do país. A Cruz Vermelha do Haiti estima que o número de mortos ficará entre 45 mil e 50 mil.
Na quarta-feira, o primeiro-ministro do país, Jean Max Bellerive, havia falado de “centenas de milhares” de mortos.
O Exército brasileiro confirmou que pelo menos 14 militares do país que participam da Minustah morreram em consequência do terremoto.
A brasileira Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, ligada à Igreja Católica, também morreu no tremor.
Diferente dos dados do Exército, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, aumentou hoje o número de mortos para 17 – considerando as mortes de Luiz Carlos da Costa, funcionário da ONU, e de outro brasileiro que não identificou -, segundo informações da “Agência Brasil”.
Atualizado às 12h49