O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) se mostrou hoje “muito preocupado” com a situação de Ingrid Betancourt e expressou sua disposição de “fazer todo o possível” para facilitar tanto sua libertação como a dos demais seqüestrados pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
“O CICV está muito preocupado com todos os reféns e com a situação de Ingrid Betancourt, order que, segundo informações da imprensa e de outros reféns, se encontra em um estado de saúde vulnerável”, indicou hoje à Agência Efe o porta-voz da organização na Colômbia, Yves Heller, em Londres.
Em entrevista anterior à apresentação de um relatório sobre a situação humanitária na Colômbia e as atividades do CICV, Heller disse que sua organização não tem “maiores informações sobre o estado de saúde” de Betancourt, porque “nunca” a visitou.
A ex-candidata presidencial, seqüestrada pelas Farc há seis anos, está em greve de fome há mais de um mês, segundo o Comitê de Apoio a Ingrid Betancourt da França.
Seu estado de saúde, segundo informações da imprensa colombiana, é grave, já que estaria com malária, leishmaniose e hepatite B.
“Estamos em contato com os três países amigos (França, Espanha e Suíça), com o Governo e com as Farc através dos diferentes canais de comunicação que temos no terreno. Estamos dispostos a fazer todo o possível para facilitar a libertação de todos os reféns, incluindo Ingrid Betancourt”, afirmou Heller.
O porta-voz lembrou que sua organização fez “uma oferta de serviço às Farc para visitar todos os reféns” a fim de avaliar a situação humanitária na qual vivem e fazer visitas médicas, mas até agora não receberam nenhuma resposta positiva da guerrilha.
Segundo dados do CIVC, 44 reféns foram resgatados em 2007, enquanto a organização humanitária – que participou no início deste ano da libertação de Clara Rojas e Consuelo González de Perdomo – fez um trabalho de mediação na libertação de 27 seqüestrados no ano passado.
Outra prioridade do CICV é a situação dos refugiados colombianos, cujo número, segundo as organizações humanitárias, oscila em torno de 2 milhões a 3,5 milhões de pessoas.
Para o futuro, o Comitê quer reforçar o diálogo com todas as partes em conflito e aumentar o orçamento para atendimento aos deslocados.